Em meados dos anos 90, há uma pequena reviravolta no mundo Funk. As equipes de som promovem Festivais de Rap's nas favelas onde haviam bailes e lançam em discos as gravações lá realizadas. Assim surgiram os MC's cantando funk nacional, conhecido como RAP. Demos identidade a tudo que era chamado de clássicos, antigo e/ou velho. Hoje, a história dos artistas que legitimaram o Funk como movimento cultural e genuínamente carioca foi qualificada e eternizada por nós como Funk de Raiz.

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Para pedir musica ou mandar seu alô: (21) 3462-7689

MC Huguinho

26/02/2009 comentários
Não tenho muitas informações sobre esse MC que foi o mais novo entre os MC's da época.

Seu rap ficou conhecido através do programa da Big Mix e o menino estourou nas paradas cariocas, apareceu nos programas de TV da Furacão 2000 e Big Mix.

Há pouco tempo soube que ainda mora na Comunidade do Tuiuti, casado e com filhos.

Segue a letra do Rap do Tuiuti, seu trabalho mais famoso:



Rap do Tuiuti

No Tuiuti
Voce pode subir
Tem muitas gatinhas pra voce sair
no nosso morro não tem vacilação
Você brinca, dança e curti de montão

Qual é DJ! Solta a magia do funk

Aqui na nossa área ninguem é criticado
É por isso, responsa, que eu mando esse recado
Aqui nesse pedaço todos são maneiros
Você brinca, dança e zoua o ano inteiro

No Tuiuti
Voce pode subir
Tem muitas gatinhas pra voce sair
No nosso morro não tem vacilação
Você brinca, dança e curti de montão

Agora galera, se liga sangue bom
Eu falo as partes do nosso morrão
Vem Caixinha, una-se meu irmão
Faroeste, Tabuna, Ponta e Terreirão
Pombal, rua Nélia não estão de bobeira
Eu não esqueci a massa da Caera
Jacarezinho, Benfica e Barreira
Borel, Dois Irmãos, Adeus e Mangueira
A rapaziada que acabo de citar
São todos maneiros, pode acreditar

No Tuiuti
Voce pode subir
Tem muitas gatinhas pra voce sair
no nosso morro não tem vacilação
Você brinca, dança e curti de montão


Ouça "Rap do Tuiuti"

http://www.4shared.com/file/33460533/4ea3e82f/Huguinho_-_Rap_do_Tuiuti.html?


Créditos Texto e Foto: Claudia Duarcha
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O Melhor do Funk da Antiga - WestRádioTV

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Até que enfim ! Já estava na hora !

A WESTRADIOTV à partir do próximo sábado, no horário das 12:00 até às 18:00 estará realizando um trabalho muito legal para os funkeiros da antiga.

Serão 6 horas de puro funk da antiga, mixado e no corte, sob o comando do Dj Humberto.

Vale a pena conferir esse novo espaço, cuja idealização é do nosso amigo Dj Ricardo, mais conhecido como Dj Kchorrão !

Valeu Kchorrão pela iniciativa e obrigado pela oportunidade !

Anotem: Todo sábado, das 12 às 18 horas ! 6 horas, eu escrevi certo ! 6 horas !

(Créditos DJ Humberto "O Mundo Alucinante do Verdadeiro Funk"
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Blogger'SPhera

25/02/2009 comentários


BLOGGER'SPHERA é o substituto do Blog a La Carte, um blog de tutoriais, dicas e templates para o Blogger. O Blog a La Carte foi "roubado" e apesar de minhas várias tentativas junto ao Google, não consegui recuperar.

Como eu não sou de chorar sobre o leite derramado (não seria a primeira vez na minha vida que eu "recomeço"), aqui estamos com tudo novo!

O novo nome foi criado sugerindo a idéia dos vários focos do Blog:

Notícias e informações sobre a blogosfera em geral e sobre as novidades da plataforma Blogger;

Os melhores hacks criados pelos "feras" em Blogger / Blogspot;

Widgets e Gadgets compatíveis com o Blogger;

Algumas dicas sobre SEO e monetização relacionadas à customização do template;

CSS - estilos para deixar seu Blogger com o seu estilo;

Templates para download - Temas criados pelo BLOGGER'SPHERA e as novidades em templates dos "designers" brasileiros.



Devidamente apresentado... Vamos lá!

Hoje estou saindo do assunto Funk para falar de um outro muito importante nas mudanças do Blog.

Há tempos venho mudando o layout do blog, mas sempre com muitas restrições por conhecer pouco de html, códigos, templates, widgets, hacks etc...

Nessa minha busca incessante por ajuda e informações, encontrei a Rô Zanchetta, proprietária do Blogger'Sphera, que tem me ajudado muito em todo processo. Depois de muitas idas e vindas, consegui deixar o blog arrumado.

Então se você tem um blog legal, mas não têm nenhuma afinidade com a estrutura do HTML e sonha com mudanças que aparentemente parecem impossíveis, entre no bloggersphera, aproveite as milhares de dicas e tire suas dúvidas.

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Mr. Catra

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Wagner Domingues Costa, o Mr. Catra, foi aluno do Colégio Pedro II e líder estudantil. Montou uma banda de rock chamada "O Beco", que chegou a fazer um sucesso relativo em festivais de música de escolas e faculdades, em meados da década de 80.

Saiu da banda e começou a se interessar por Hip Hop. Primo Preto, ex VJ da MTV, lhe conseguiu um contrato com a Zâmbia Records, gravadora independente de São Paulo, responsável pelos primeiros discos dos Racionais MCs.

Em 1995, lançou seu primeiro disco "O Bonde dos Justos", emplacando o hit, "Vida na cadeia". As canções de temas fortes chamaram a atenção da Warner Music que lançou, em 1999, o CD "O fiel".

Catra continua na estrada até hoje, mas o seu funk segue as tendências do momento.

Ouça "O Simpatico"

http://www.4shared.com/file/33475523/5d0600ec/Mr_Catra_-__simptico.html
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MC Magalhães

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Magalhães apareceu e desapareceu do nada, virou "mito" e tudo que é dito sobre ele, vira lenda... Então só me resta propagar sua obra!!!!!!!!

Tchurunanublaze............Maroulive
Tchurunanuglanver.........Maroulevre
Vendo Chokito-ô............Marouglive
Tira o Pali-blazer............Lalalalá
Vendo bala....................eu Trabalho
Vendo Chokito-ô............Magalhanze
Trabalhador-ô.................quele Rap
Euuueuderado................temarada
Vende Bombom-ô..........Magalhanze
Considerado-ô................qualquer parada
Compro barulho-ô...........Magalhanze
Trabalhador-ô..................vendo bala
Tomaram minha caixa.....de bombom-ô
Do serenata....................de amor-ô
Aquele Rap.....................eu trabalho
Considerado-ô.................patabalho
Vou pro Coleginho-ô.........César Maia
Quebrou a firma...............César Maia
Todo mundo duro-ô.........Magalhanze
"Agora dança do Magalhães vai lá ôôôô.......Magalhanze"
É quatofunke..................Maroulive
Tchurunanublaze............Marioklunfer
Cato garrafa....................No Mackenzie
É Magalhanze................Magalhanze
Você trabalha..................Vende Chokito
Tchurunanublaze.............Maroulive
Tchurunaluglanve.............lalalalá
Considerado-ô.................me pegaro-ô
Tomaram minha caixa......de bombom-ô
Serenata de amor-ôôô......Magalhanze
A Verdade.......................a verdade
Mando nas mulheres........eu que mando
É eu que mando...............Magalhanze
Você que é o cara............Magalhanze


Bruno informa: "Ae se liga. Magalhães hoje vende bala como muito tempo ele sempre fez e de vez em quando entra em cena aqui em Padre Miguel. Ele está aí na area e fala que é considerado. E ele é mesmo!!!!!!"

Veja o mito cantando ao vivo:

http://br.youtube.com/watch?v=mF45tgIkv7I

A criatividade do ser humano quando é bem usada, da nisso aí. Se prepare para rir muito!!!!

Olha a montagem do "Rap do Trabalhador"

http://www.youtube.com/watch?v=iZ8f9PccIJY

Créditos da foto ao amigo Bruno.
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MC Pink

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O sucesso rápido e inesperado não atrapalhou a carreira de uma das maiores revelações do movimento funk. Preparada e criativa como o pai Garrincha, a MC driblou com facilidade todos os adversários que apareceram em seu caminho e lançou um melody em parceria com Buchecha um dos maiores nomes do funk. O melody seguiu o estilo romântico de "Solidão" e "Amor eterno" e estourou em todas as paradas de todas as equipes.

Quem acompanhou a carreira sabe que a menina nunca foi de brincadeira e todas as suas canções além de bem escritas sempre foram sucessos.

Fã dos MC's Neném e Gallo, começou no movimento funk com o "Rap do Garrincha", uma homenagem ao seu pai que encantou com dribles geniais nos campos de futebol. Do 1º baile no Clube de Olaria aos inúmeros shows nos finais de semana, foi um pulo.

"Em menos de um ano minha vida mudou completamente. E o sucesso não atrapalhou em nada", disse na época a menina de 15 anos.

Não sabemos se MC Pink ainda canta, mas gostaríamos muita de vê-la esbanjando beleza, simpatia e talento nos palcos. Quem souber de alguma coisa por favor deixe sua mensagem.

Ouça "Amor Eterno"

http://www.4shared.com/file/33805332/f27561e2/Pink_-_Amor_Eteno.html

Créditos - Texto: Claudia Duarcha/Foto: Pink
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Trinere

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Qual sua origem
Miami

E sobre sua turne no Brasil? O que tem a ver com a primeira, se é que ela tem a ver?
Musicalmente as duas turnês são as mesmas. Contudo, na primeira turnê eu vi muitas brigas, muita desorganização e miséria. Agora as coisas mudaram totalmente e para melhor. A paz e a organização se fazem presentes.

Do seu repertório, na sua opinião, qual a melhor música?
Essa é dureza!!! Bem, eu gosto de It's the music e They's playing our song. Acho que é uma das mais tocadas aqui, entre outras.

Você se acha uma mulher bonita?
Ah, não! (risos)

Qual sua opinião sobre as mulheres brasileiras?
Elas são bonitas. O tom e a qualidade da pele, o corpo, os cabelos são lindos. La nos EUA é mais difícil encontrar mulheres bonitas assim. Algumas mulheres negras são bonitas, mas as brancas normalmente não. Aqui não é assim, brancas, negras, ou qualquer outra cor estão bonitas o tempo todo. Tem pernas bonitas, todas tem pernas bonitas.

Você considera bom o nível dos DJ's cariocas?
Eles são bons, muito bons mesmo.

O que você pensa do funk?
Acho que é a maior loucura. Eu faço funk e acho o máximo. Estou super feliz de ser chamada de rainha do funk.

Toda corte que se presa tem Rei e Rainha. A Rainha é você. E quem é o Rei, na sua opinião?
O Stevie B. Claro!

Muita gente fala de Freestyle, Tony Butter, Soul Sonic Force e outros. Qual é sua relação com essas feras musicais?
Soul Sonic Force não existe mais. Freestyle é muito próximo, trabalhamos juntos algumas vezes. Um rapaz do freestyle escreveu letras para mim e Tony Butter é, alem de meu produtor, o pai do meu filho. Somos bons amigos!

E o que você acha da MPB?
Ainda não tive tempo de ouvir melhor. Mas gosto demais do "Rap da Felicidade", apesar de não ser MPB é funk brasileiro.

Créditos: Só Funk
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MC Alex (ex Força do Rap)

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Sem ajuda, Projeto Futuro Feliz pode deixar crianças à margem do crime Programa que atende 800 crianças e adolescentes conta com MC Alex e solidariedade de moradores do Amarelinho.

Crescer entre as ruelas e becos do Conjunto Habitacional do Amarelinho, em Irajá, um das comunidades mais carentes da Zona Norte do Rio, poderia ser muito mais difícil, se não houvesse o trabalho solidário de moradores determinados a fazer o que o governo não faz.

Para oferecer às crianças da comunidade onde vivem cerca de quatro mil pessoas uma chance de escapar ao destino, às vezes inevitável, da vida do crime, um músico de funk reuniu voluntários e montou um projeto social que oferece gratuitamente aulas de esporte, dança e reforço escolar.

Sem qualquer apoio governamental, há quatro anos o funkeiro MC Alex conduz com ajuda de um grupo de professores voluntários o Projeto Futuro Feliz, que atende a 800 crianças e adolescentes carentes da comunidade.

Mas se até agora, o esforço do músico e de moradores tinha sido suficiente para manter o projeto funcionando, a falta de ajuda e recursos pode transformar o sonho em um pesadelo.

Estamos pedindo socorro. Hoje a gente se mantém apenas com a minha ajuda e de alguns moradores que dão força. Uma padaria doa pães, uma fábrica de bebidas doa cestas básicas, mas está difícil continuar tocando — diz Alex.

Boa referência

A figura de MC Alex serve como um exemplo para as crianças da comunidade, acostumadas a encontrar referências apenas no crime.
Eu vejo que muitas crianças entram na criminalidade porque não têm apoio ou opção.

Se alguém pobre nascido aqui na comunidade sai e se transforma em um ator de novela famoso, vira uma referência para a juventude. Quando a fama chegou para mim, comecei a pensar que era hora de fazer algo pela comunidade onde nasci — diz Alex.

O funkeiro assistiu de perto o drama de amigos de infância que acabaram se rendendo a um destino sem esperança.

Vi muitos amigos se perderem, sabendo que eles não queriam seguir o caminho que seguiram. Se a comunidade se unir e fizer um trabalho sincero, pode dar uma opção pra quem quer seguir uma vida diferente — diz o MC.

Para participar das atividades tem que estudar

Divididos em três núcleos, os participantes tem aulas de percussão, capoeira, jiu-jitsu, futevôlei, futsal e reforço escolar. As atividades acontecem em dois turnos: manhã e tarde. Quem estuda pela manhã, freqüenta as aulas do projeto á tarde e vice-versa.

Em uma casa de dois andares, funcionam as salas onde os alunos têm aulas de reforço escolar, bateria e jiu-jitsu.

É lá que o lutador profissional e professor Johny "Cyborg" Santana, 27, ministra há dois anos e meio aulas de jiu-jitsu às suas "crias", como gosta de chamar os 56 meninos e meninas que treinam a arte marcial japonesa.

A gente usa o esporte como filosofia pra tirar essas crianças das ruas. Só em vê-los evoluindo no esporte já me sinto realizado como profissional e como morador da comunidade — diz o professor.

Para participar, é preciso mostrar a carteirinha da escola com freqüência escolar. Só participa quem está matriculado e indo ao colégio. A recompensa para o trabalho duro vem dos sorrisos de crianças que trocaram as brincadeiras de polícia e ladrão pelo jogo de capoeira, o futebol e a música.

O nosso alimento, que nos dá força para viver e continuar é a cultura. Isso aqui é um projeto de Deus, que supera ambições individuais — diz Jair Soares, professor da escolinha de bateria e teoria musical.

Com 23 anos de carreira, o músico que já foi da Orquestra Sinfônica da Bahia e já tocou com artistas como Tim Maia e Tânia Alves, hoje ensina 230 crianças entre sete e 18 anos. Um dos orgulhos de Jair é o grupo "Batuque de Jah", formado por nove meninos e meninas com idade entre 12 e 18 anos.

Com um repertório de 22 músicas, os adolescentes já fizeram apresentações no Palácio Guanabara e na Praça Onze, durante os desfiles em homenagem ao Dia de Zumbi. A música também foi o estímulo para quatro meninos. Com apoio de Alex, os garotos William, Rodrigo, Gian e Alisson formaram o grupo "Os Noturnos".

A gente gostava de cantar e dançar então pedimos uma chance ao MC Alex — conta o vocalista William.

Estive a ponto de cair na criminalidade

O "papo reto" de MC Alex para a criançada é simples e pode ser ouvido em um dos funks do mestre de cerimônias. "A vida do crime não é fácil. Estude bastante e tente se formar".

A mensagem é entendida e compartilhada pela maioria, que só precisa de uma chance para alcançar uma vida longe do crime. É o caso do estudante de direito Élson Cordeiro Faria, 25.

Há sete anos ele teve que trancar a faculdade devido às dificuldades financeiras. A situação ficou tão difícil, que Élson chegou a pensar em aderir ao tráfico para garantir o sustento.

Hoje, Élson voltou à faculdade graças a uma bolsa de estudos conseguida através do projeto. Faltando dois anos para se formar, o jovem já pensa em retribuir a ajuda dando orientações jurídicas de graça à comunidade.

Estive a ponto de cair na criminalidade. Quando tudo parecia perdido, o projeto apareceu na minha vida — conta Élson.

A escolinha de capoeira serviu para "colocar no eixos" o menino Rafael, de 14 anos. Buiú, como é apelidado, já tinha sido expulso de três colégios, mas hoje encontra motivação para o estudo ao ver que a maioria dos colegas estão no projeto.

Ele viu os amigos da idade dele estudando para poder freqüentar a capoeira e isso acaba sendo uma influência positiva — conta Antônio Campos Soares, o "Mestre Bocoió", professor de capoeira.

Na parte mais carente da favela fica a quadra de futebol de salão, onde 70 crianças têm aulas diariamente. Lá, quem marca mais gols e não falta ao colégio ganha bolas, tênis e meiões. São presentes dados por Alex e pelo professor voluntário Joe.

O cara esta fazendo a parte dele. E você? Gostou do projeto? Se quiser mais informaçoes ou ajudá-lo de alguma forma entre em contato:


Ouça "Daniela" (Musica Nova)


Contatos para shows: (21) 8863-2823 (Bira FM)


Créditos Texto: Jornal O Povo/Foto: MC Alex
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O Funk que muitos não querem enxergar

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"Esse texto foi escrito 1995, eu fiz questão de colocá-lo aqui por dois motivos. Primeiro: é reafirmar a importância do funk nas comunidades. Segundo: Parece que estamos parados no tempo. Nada mudou ou ficou pior?"

O Rio de Janeiro, a nossa "Cidade Maravilhosa", como toda grande cidade do mundo, sucumbe em meio a uma grande onda de violência. Credito grande parte da responsabilidade da situação que nos encontramos aos "grandes" arquitetos economicos e sociais que o Brasil tem sido vítima nas últimas décadas.

Não se pode imaginar em sociedade pacífica, isenta de agentes criminosos, enquanto a própria sociedade não se de conta de sua responsabilidade direta no caos criado. A elite dominante, que faz critério de distribuição de renda totalmente injusto, a cada dia que passa se torna cada vez mais rica e poderosa, enquanto as classes média e baixa estão quase se igualando.

A sociedade encontra-se descrente dos agentes políticos. As comunidades pobres crescem assustadoramente, movimentos culturais afloram destas comunidades muitas vezes como única forma de diversão e entretenimento, o fato mais recente é o "Movimento Cultural Funk", que durante anos era restrito a estas comunidades pobres.

Hoje vejo que o "Movimento Cultural Funk" está sendo duramente atacado pela mídia, dando a entender que ele é o centro de convergência da criminalidade.

O que devemos deixar claro é que a criminalidade alcançou níveis que não se limitam apenas a esfera das comunidades pobres, ele chegou inclusive a altos escalões do governo, vide o caso Collor. Será que ele era Funkeiro?

A criminalidade recruta agentes em todos os níveis sociais, o que tem de ser feito com relação aos bailes funk não é reprimir os jovens que frequentam estes bailes, pois estes são os filhos da nossa sociedade que merecem do governo mais atenção, pois necessitam de apoio e orientação e não repressão.

Condeno a violência em todos os sentidos, inclusive a que proíbe as pessoas de se divertirem, clamo por uma ação consciente do governo no sentido de adotar o "Movimento Cultural Funk" e não destruí-lo.

Não quero imaginar que o crime organizado seja mais organizado que o governo.

Créditos: Renato Simões - Advogado

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
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Jack um tal homem mau

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Um homem intitulado muito mau, mas mau mesmo, entrou em cena. Um dia, andando por sua comunidade, foi abordado por um garoto que pediu para ele se identificar. Imediatamente, o homem mau respondeu:

"Eu sou Jack Matador e estou chegando".

Sem medo e com o ar mais debochado do planeta, ele relaxou e bateu o maior papo com o curioso.

Com a face gorda, bigodudo e sempre oleosa, Jack colocava medo em qualquer um. Ou pelo menos assustava aqueles que participavam da ficção. A história virou uma musica e fez a cabeça de muita gente.

O Niteroiense Ronaldo Pimentel da Silva,trouxe a versão da vida desse tal homem mu cheia de batidões e claro, com muito deboche. Conhecido por Mamut (apelido dado por Big Boy), o criador do Jack é DJ e ficou muito conhecido após samplear essa história.

Sempre pesquisando coisas novas, Mamut descobriu um disco de bang-bang, que tocava, segundo ele, coisas interessantes em português e o DJ inventou uma histórinha pra ficar na boca da galera. Não deu outra! A brincadeira se tornou uma mania carioca.

Outras equipes de som deram continuidade a história e apareceu um delegado chamado Justiça, meio inescrupuloso, com ar de borra-botas, que tinha a missão de prender o matador. Ele, muito confiante em si, por ser um homem mau, não deu a mínima.

Justiça com a desculpa de que Jack mataria todo mundo, o fez defunto mau. E o terrível homem mau, to toma, tomou!

Sem dúvida nenhuma Mamut mexeu com as estruturas e revolucionou o quesito montagem dentro do funk.

(Créditos: Texto e Foto - Revista Pancadão/Colaboração: Claudia Duarcha)

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Relato da reunião do GT de Mobilização do Funk.

22/02/2009 comentários

Presentes:

Adriana Facina, Mardônio, Guilherme, Mano Teko, Marcelo Negão, Tojão, Leonardo, Alessandra e Marielle.

Eixo da Campanha: Funk é Cultura. contra o preconceito e a criminalização.

Camisas:

-as camisas serão usadas pelos envolvidos na campanha em todas as atividades da campanha em que estiverem presentes. Além disso, algumas serão vendidas em atividades de universidade e escolas, para reverter a grana para a própria campanha.

-Adriana Facina vai falar com a Mariana da Uff para ela diagramar e fazer a arte do eixo da campanha para entrar na camisa (parte da frente). Na parte de trás, em cima, vai entrar o logo da APAFUNK.

-Alessandra e Teko vão ver o orçamento de 100 e de 200 camisas pretas com a arte da campanha.

Panfleto:
-Leonardo vai escrever o texto do panfleto, no tamanho de meia página A4. Adriana vai revisar o texto.

-Adriana vai falar com a Mariana da Uff para diagramação do panfleto (como vai ser, se vai ser panfletão, filipeta, folder etc e tal, fica a cargo da Mariana), que deverá conter, além do texto, a arte da campanha, a divulgação de sites de funk, principalmente o Funk de Raiz (que deverá ser o principal instrumento de divulgação digital da campanha), o blog da APAFUNK (http://apafunk.blogspot.com), o e-mail de contato (apafunk@gmail.com) e um espaço para a divulgação das atividades da campanha (rodas, debates e reuniões). Este quadro será atualizado permanentemente e, sempre que necessário rodar panfletos, vamos rodar o mais atualizado.

-Guilherme e Marielle vão ver locais para rodar os panfletos.

Faixas:

-terão o texto do eixo da campanha. Orçamento: precisa de alguém para ver isso.

ATIVIDADES DA CAMPANHA:

Cada grupo de responsáveis deverá organizar a campanha na área de sua responsabilidade:

1 - fazendo o mapa de onde a campanha deve ir (em que favela, universidade, escola ou praça),
2 - qual o tipo de atividade a ser realizada em cada local (reunião, roda ou debate),
3 - estimativa de público (para sabermos quantos panfletos rodar no total, quantos levar para cada atividade, quantas camisas levar etc e tal)
4 - e se é para divulgar em panfletos anteriores ou não (algumas reuniões não devem ser divulgadas).
5 - Além disso, cada grupo de responsáveis deve ver se é preciso usar algum mecanismo especial de divulgação da campanha ou não (ex: nas favelas podemos usar carro de som. Nas escolas e universidades podemos fazer cartazes, e assim vai...)

Campanha nas Favelas: Adriana Facina, Mardônio, Marielle e Leonardo.

Campanha nas escolas, universidades e sindicatos: Guilherme e Mardônio.

Campanha no Centro da cidade: Guilherme, Teko e Marcelo Negão.

Divulgação na mídia: tarefa de todos. Guilherme e Paula (jornalista do mandato Freixo) vão ajudar com a "grande" mídia, fazendo releases da campanha para cadernos de cultura e de juventude.

Todas as atividades agendadas devem ser enviadas para o grupo para serem anotadas na agenda da campanha. Assim a gente evita duas atividades em um mesmo momento e garante a melhor mobilização possível.

Marcha dos funkeiros: a gente vê como faz depois que a campanha estiver enraizada nas nossas áreas de atuação.

Ato na Alerj: Ainda não foi marcada a audiência pública na CCJ. Assim que estiver marcada a gente vai divbulgar e todos nós deveremos mobilizar para isso.

É isso. Se esqueci de algo, avisem!

Abração!

Guilherme Pimentel

(DPQ - Direito pra quem?)

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
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Lacraia: Politizando C.U.

20/02/2009
Lacraia, Drica Lopes e Serginho

“Serginho e Lacraia” é uma dupla que mais do que qualquer outra no funk faz piada com as regras de gênero. Em suas performances muito mais do que reforçar preconceitos, essa dupla ironiza a chamada “matriz heterossexual”, quando, por exemplo, Serginho, ao lado de Lacraia enuncia os seguintes versos de uma música chamada “Machão”:

Diz que isso ta errado, quando vê fica bolado
Ele diz pra todo mundo que não gosta de viado
Mas quando chega a noite ele sai pra procurar
Um alguém bem diferente pra de lado ele trocar
E tem mil fantasias que ele quer realizar
Quer tapa na cara, que beijo na boca
O machão virou uma louca.


A letra dessa música, que fala de um homem que “à surdina da noite” tem relação com um outro homem que é considerado viado, me faz lembrar a fala de uma intelectual transgênero que assisti num Congresso Nacional de Gênero. Ela dizia que, na América Latina, tanto a relação entre pessoas do mesmo sexo, quanto os papéis “ativo” e “passivo” numa relação sexual são determinantes da homossexualidade dos sujeitos. Portanto, para questionarmos a “matriz heterossexual”, seria necessário atravessar as fronteiras da naturalização e historicizar todas as partes dos nossos corpos, principalmente, aquelas que são tão definitivas na construção de nossas identidades. Em outras palavras, com “um papo mais reto” numa sociedade onde “ativo/passivo” funciona como limite da “heteronormatividade” é urgente historicizar e politizar o C.U.!

Nesse sentido, a música “Machão” é uma crítica aos comportamentos, que contribui para a mencionada politização. Aliás, em entrevista que realizei com os dois, Serginho faz o seguinte comentário: “Eu e Marquinho (referindo-se a Lacraia) somos uma coisa só. A gente canta o ato sexual. Mas mexeu com Marquinho, mexeu comigo. Quando canto essa música sempre falo o seguinte: meu amigo, o c.u. é dele e você tem de respeitar. Ele faz com o c.u. dele o que ele quiser. Tem muita machão que dá o c.u. aí de madrugada.” Assim, Serginho, ao cantar e denunciar comportamentos sexuais, mostra como são frágeis as fronteiras que definem de um lado quem é o “machão” e de outro lado quem é a Lacraia.

Outro aspecto interessante na performance dessa dupla do funk é a forma pela qual os significados raciais são ironizados juntamente com os significados sexuais. Nesse mesma entrevista, Marquinho fala da importância de Lacraia não só para o funk, pois ela haveria influenciado a performance de muitos bondes, como também para a mídia brasileira. Ela diz o seguinte: “A Lacraia é uma figura de respeito, que eu e Serginho criamos juntos. Antes, os garotos dos bondes diziam assim: “vai viado escroto, vai”. Agora, respeitam a minha arte e dizem “vai Lacraia, vai”. Eu era cabeleireiro, maquiador, drag-quen, mas agora sou a Lacraia. Eu sei que ainda tem muita discriminação, mas eu considero a Lacraia como um marco na televisão brasileira: um viado, preto e pobre que brincando, mostra um rebolado mais bonito que de muita mulher; um viado que passou a fazer sucesso na TV, antes que qualquer homossexual aparecesse em novela. Aliás o que não pode na novela, pode no nosso palco: o beijo na boca".

É interessante notar como Lacraia, não só na sua auto-definição (inspirada talvez em Jorge Lafond) mostra o caráter ambíguo da dicotomia “homem/mulher” já que ela defini-se como uma “quase mulher”. Uma vez que a matriz heterossexual não é algo natural, é possível escapar dela, tornando-se mais ou menos mulher, mais ou menos homem, ou até um pouco dos dois. Além disso, sua fala e performance evidenciam a não-naturalidade dos gêneros, pois Lacraia é uma invenção (de respeito e de fama) de Marquinhos e Serginho. No entanto, tudo isso é feito em meio a muita brincadeira. A paródia é algo muito presente nas letras e nas performances dessa dupla. Aqui, vale destacar uma versão chamada “Luana” que a dupla fez da música de MC Sapão chamada Tranquilão.

Luana (Serginho e Lacraia)
Que gatinha é essa
Que quer ganhar uma canção?
É claro, Caetano disse não.
Ela é modelo, atriz de televisão.
É claro, Caetano disse não.
Vem pra cá dançar,
Mas me diz seu nome?

Lacraia - Meu nome é Luana Piovani

Eu to tranquilão,
To numa boa,
To curtindo o batidão
Não fiz a música,
Só porque não sei seu nome

Lacraia - Eu já disse é Luana Piovani

Desce, desce, desce....


Na versão de Serginho a gatinha tem nome e é Luana Piovani (que sabemos que é uma artista da Rede Globo, uma modelo branca, magra, loura dos olhos azuis). Mas quem reivindica a identidade de Luana Piovani, parodicamente, é o corpo negro de Lacraia. Quando a dupla encena essa música, Lacraia – que está sempre detalhadamente bem vestida e maquiada – parece embaralhar os significados de gênero e raça, causando em seu público uma mistura de desconforto, curiosidade e fascínio. Eu não estou exagerando, mas a primeira vez que vi a dupla apresentar tal música, numa boate de classe média do centro do Rio de janeiro, achei essa performance uma “ironia revolucionária”! São os padrões heterossexuais de beleza e sexualidade brancas que Lacraia cita para invertê-los, à medida que reivindica tais padrões para si. Nessa ironia, feita deliberadamente de excessos – “uma quese mulher” que vira muito mulher na incorporação de Luana Piovani – Lacraia mostra como as fronteiras que separam os gêneros estão sempre muito perto e podem ser visitadas e continuamente transgredidas.

Créditos - Texto e Foto: Adriana Carvalho Lopes (Drica Lopes)
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Projeto incentiva cultura nos morros cariocas

12/02/2009 comentários: 2
Marcela Rocha
Especial para Terra Magazine

"Agite a cultura da sua comunidade" é um projeto idealizado pela antropóloga e professora da Universidade Federal Fluminense, Adriana Facina. Para realizá-lo, a professora conta com uma verba do Ministério da Cultura destinada a ações culturais de extensão na universidade.

O projeto de Adriana consiste em dar cursos para a formação de agentes culturais populares. A idéia é capacitar pessoas que já trabalham com cultura nas favelas cariocas, para que possam elaborar seus próprios projetos. Adriana explica o intuito do projeto:

- Queremos dar meios de esses agentes dinamizarem a vida cultural de suas comunidades, fazendo o que já fazem: artistas, produtores culturais, organizadores de eventos e de festas. O curso tem duração de três meses e ao final, faremos um festival de cultura da favela na UFF.

Em março abrem as inscrições para os agentes. Um elemento importante, segundo a antropóloga, é a capacidade dos agentes em multiplicar o que for aprendido no curso em suas comunidades.

A professora conta que tem ido muito às favelas por conta de sua pesquisa de doutorado sobre o funk nos morros cariocas. Com isso, notou que "até existia um trabalho com cultura nas comunidades, mas era feito por ONGs ou pessoas de fora, o que não ensinava a comunidade a ser autônoma".

Para Adriana, "muitas vezes subestimam os moradores dos morros. Acham que não serão capazes de desenvolverem seus projetos sozinhos, mas eles são. Só precisam aprender como".

Conheça o projeto e participe:


"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
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DJ Marcelo Negão convida:

11/02/2009 comentários
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Gravação DVD - Eu amo baile Funk

09/02/2009 comentários
O projeto Eu Amo Baile Funk, está no calendário funk da cidade e começou com a necessidade de trazer para o palco MC's que surgiram na década de 90 e transformaram o funk em produto nacional.

Casa lotada, sucesso absoluto, a noite foi marcada por muita emoção. O público presente cantou, dançou e vibrou em cada apresentação.

Eu como fã absoluta dessa época de ouro do Funk, cantei, dancei e me diverti à noite toda. Não poderia de forma alguma escolher o melhor, todos foram maravilhosos. Eu amei cada segundo que passei ali dentro.

Agradeço à todos por tanto carinho e respeito ao blog Funk de Raiz.

A noite sem dúvida nenhuma, foi e será inesquecível!!

Apresentações: Galo, Amaro, Marcelo, Padilha, Garrincha, Pixote, Mano Kacau, Mano Teko, William do Borel, Julaine, Raposão, Coelho, Dinho, Tuzinho, Lasca, Sinistro, Mião, Mulato, Nélio, Espiga e Dollores.

DJ's: Sany Pitbull, Grandmaster Raphael.

Visitas Ilustres: Wandinho, Mister Jack, Pé de Pano, Mascote e Leonardo.



Mister Jack, Espiga, William, Meteoro, Dinho, Galo, Lasca, Mulato e Pixote


Pé de Pano e Galo


Wandinho e Mascote

Wandinho e Mano Teko

Coelho e Dinho

Sinistro e Mião

Mulato

Pixote

Tuzinho, Amaro, DJ Meteoro e Lasca

Lasca e Marcelo

Tuzinho, Playboy e Lasca





Lasca, Leonardo e Tuzinho



Lasca, Mano Kacau e Tuzinho

Lasca, Julaine e Tuzinho



Padilha, Lasca, Garrincha, Tuzinho e Raposão





















































































































































Créditos fotos: Funk de Raiz; Lasca; Tuzinho; Galo
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