O Funk que muitos não querem enxergar

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"Esse texto foi escrito 1995, eu fiz questão de colocá-lo aqui por dois motivos. Primeiro: é reafirmar a importância do funk nas comunidades. Segundo: Parece que estamos parados no tempo. Nada mudou ou ficou pior?"

O Rio de Janeiro, a nossa "Cidade Maravilhosa", como toda grande cidade do mundo, sucumbe em meio a uma grande onda de violência. Credito grande parte da responsabilidade da situação que nos encontramos aos "grandes" arquitetos economicos e sociais que o Brasil tem sido vítima nas últimas décadas.

Não se pode imaginar em sociedade pacífica, isenta de agentes criminosos, enquanto a própria sociedade não se de conta de sua responsabilidade direta no caos criado. A elite dominante, que faz critério de distribuição de renda totalmente injusto, a cada dia que passa se torna cada vez mais rica e poderosa, enquanto as classes média e baixa estão quase se igualando.

A sociedade encontra-se descrente dos agentes políticos. As comunidades pobres crescem assustadoramente, movimentos culturais afloram destas comunidades muitas vezes como única forma de diversão e entretenimento, o fato mais recente é o "Movimento Cultural Funk", que durante anos era restrito a estas comunidades pobres.

Hoje vejo que o "Movimento Cultural Funk" está sendo duramente atacado pela mídia, dando a entender que ele é o centro de convergência da criminalidade.

O que devemos deixar claro é que a criminalidade alcançou níveis que não se limitam apenas a esfera das comunidades pobres, ele chegou inclusive a altos escalões do governo, vide o caso Collor. Será que ele era Funkeiro?

A criminalidade recruta agentes em todos os níveis sociais, o que tem de ser feito com relação aos bailes funk não é reprimir os jovens que frequentam estes bailes, pois estes são os filhos da nossa sociedade que merecem do governo mais atenção, pois necessitam de apoio e orientação e não repressão.

Condeno a violência em todos os sentidos, inclusive a que proíbe as pessoas de se divertirem, clamo por uma ação consciente do governo no sentido de adotar o "Movimento Cultural Funk" e não destruí-lo.

Não quero imaginar que o crime organizado seja mais organizado que o governo.

Créditos: Renato Simões - Advogado

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".

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2 comentários

  1. OLÁ, sou estudante de turismo e achei o texto muito interessante inclusive temos um projeto na faculdade para apresentar que se chama asfalto x morro e gostariamos de conhecer mas a fundo o projeto

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  2. Obrigada pela visita!
    Precisamos do seu nome e um email para contato.
    Abraços

    ResponderExcluir

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