Rio Parada Funk promove o empreendedorismo

03/11/2011 | comentários: 0

Rio de Janeiro – A celebração de um ritmo, a busca pelo reconhecimento e a formalização dos negócios. A primeira edição da Rio Parada Funk atraiu mais de 100 mil pessoas. Dez palcos foram montados na avenida Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, onde se revezaram 50 DJ's e 40 MC's, como são chamados os mestres de cerimônia. Mais do que promover diversão, a ideia do presidente da Associação do Funk (APA Funk), MC Leonardo, e do produtor da festa “Eu Amo Baile Funk”, Mateus Aragão, foi chamar atenção para essa manifestação cultural e as oportunidades empreendedoras.

Como o funk pode perder o estigma da marginalidade, inserir-se na política oficial, receber incentivo e fazer com que todos os que trabalham nessa cadeia se formalizem e tenham acesso à gestão de negócios? Essa série de questionamentos foi o que motivou os idealizadores da Rio Parada Funk a procurar o Sebrae no Rio de Janeiro. “No nosso entendimento, a inclusão do funk como cultura passa pela formalização. O Empreendedor Individual, por exemplo, achei muito bom”, avaliou MC Leonardo.

O passo a passo do processo e as vantagens da formalização foram condensadas em uma cartilha ilustrada por funkeiros e distribuída durante o evento, no domingo (30). Todas as dúvidas sobre o Empreendedor Individual (EI) - figura jurídica que atende quem fatura até R$ 60 mil por ano - como se cadastrar, os custos e as vantagens foram explicadas durante a festa. A estimativa é que cerca de 400 pessoas foram atendidas por técnicos do Sebrae.

Deu para perceber que os trabalhadores dessa cadeia ainda sentem que o movimento é marginalizado, tanto que a maioria deles reagiu com surpresa ao saber que suas atividades poderiam ser formalizadas. Estamos planejando outras ações para disseminar o conhecimento”, explicou a coordenadora do Desenvolvimento do Empreendedorismo em Comunidades Pacificadas, Carla Geraldo de Moraes Teixeira Panisset, do Sebrae no Rio de Janeiro.

Além dos profissionais da linha de frente, como músicos, cantores e produtores, as festas promovidas por funkeiros contam com carpinteiros, eletricistas, panfleteiros, cartasistas e vendedores de alimentos. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado entre 2007 e 2008, mostra que o funk gera cerca de 10 mil postos de trabalho direto e indiretos, e movimenta R$ 1 milhão apenas na capital. No estado do Rio são realizados cerca de 900 bailes, com faturamento de R$ 10 milhões por mês.

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