Rio de Janeiro: Funk carioca na Rádio Nacional

21/09/2011 | comentários: 0

Movimento funk ocupa programação em emissora públicaque já revelou grandes talentos da música popular brasileira.

Por Eduardo Sá

O batidão carioca que toca no Brasil inteiro teve mais uma vitória: o funk, após ser reconhecido por lei como patrimônio cultural em setembro do ano passado, ocupou agora um espaço na programação da Rádio Nacional (1.103 AM), emissora pública histórica no meio musical. Apresentado pelo Mc Leonardo, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e colunista da Caros Amigos, o programa Funk Nacional está no ar desde o dia 25 de julho diariamente, das 15 às 16 horas. A proposta é abrir espaço para novos artistas, realizar entrevistas ao vivo sobre temas afins e divulgar as atividades da massa funkeira.

De acordo com o gerente regional da Superintendência de Rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro, Cristiano Menezes, o Funk Nacional estreia em sintonia com os critérios da emissora: legitimidade cultural e qualidade artística. A contratação, explica Menezes, tem vigência de um ano renovável com limite de cinco anos de renovação. Sua expectativa é de que a resposta do IBOPE daqui a seis meses seja muito interessante. Ele destaca, ainda, que a proposta vinda do MC junto ao músico Marcelo Yuka veio em boa hora, já que a Rádio Nacional está passando por um processo de revitalização.

Fomos muito receptivos a essa proposta, porque nós queremos ser uma rádio pública, e, para isso, temos que estar atentos que o Rio está permeado de favelas, cerca de 20% da população. Todas as suas contradições, tensões e conflitos sociais se refletem em suas práticas culturais, gerando elementos fundamentais que compõem a própria identidade da cidade. Segundo a FGV, são 900 bailes funks no Rio. O funk carioca é uma manifestação legítima, eles incorporaram diversos elementos e têm uma poética engajada, propositiva. A dimensão do funk não permite que uma emissora pública esteja alheia a ele”, conclui.

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Créditos: Revista Caros Amigos

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