Em meados dos anos 90, há uma pequena reviravolta no mundo Funk. As equipes de som promovem Festivais de Rap's nas favelas onde haviam bailes e lançam em discos as gravações lá realizadas. Assim surgiram os MC's cantando funk nacional, conhecido como RAP. Demos identidade a tudo que era chamado de clássicos, antigo e/ou velho. Hoje, a história dos artistas que legitimaram o Funk como movimento cultural e genuínamente carioca foi qualificada e eternizada por nós como Funk de Raiz.

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Paz sem voz? É medo!

30/06/2009 comentários
É equivocada a ideia de que os moradores da favela se habituaram com a violência cotidiana a que são submetidos, seja ela praticada pelos criminosos, seja por agentes do Estado que reiteradamente cometem arbitrariedades.

Fala-se muito da "lei do silêncio" na favela, mas esquece-se que não se pode confundir estar num mesmo espaço físico, com a conivência com o poderio bélico de traficantes.

Essa confusão tem gerado outras pressuposições equivocadas sobre os moradores de favelas. No passado, entre os anos 1907 e 1918, tivemos a criminalização do samba, cuja execução foi proibida no Rio de Janeiro pois se considerava que, tal como a capoeira, o samba seria diretamente ligado à marginalidade e à desordem. Hoje é impossível se pensar no Rio de Janeiro e não associá-lo ao samba.

Já o funk começou a ser associado à desordem a partir de 1992, quando difundiu-se a ideia de que os "funkeiros" eram um problema e uma ameaça à cidade. Novamente, tomou-se a parte pelo todo, optando-se por perseguir uma manifestação musical em detrimento de se buscar a construção efetiva de uma política pública de segurança.

É preciso parar de silenciar a favela, nesse sentido seria bastante oportuno um debate sobre a descriminalização do funk.

Créditos: Ana Paula Miranda
Matéria Jornal Extra


"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
 
 
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