Ídolo dos funkeiros, fã dos cantores românticos

16:44


No aconchego do lar, Rodney Rodrigues Bittencourt ouve músicas românticas, jazz e cânticos religiosos. Nos bailes da cidade, Ronnie Rap leva multidões ao delírio com scratches e back to backs. Dois personagens antagônicos numa mesma pessoa. Assim é o dia-a-dia do DJ e produtor musical que vive no Tauá há seis meses e se tomou um dos principais descobridores de talentos do gênero Funk.




A carreira de Ronnie Rap teve início há 15 anos. Fanático por discos, ele gastava boa parte do dinheiro que ganhava trabalhando numa firma de engenharia garimpando relíquias em lojas especializadas. Convidado por um amigo, Ronnie começou a participar de festas como disc jockey. Um ano depois, já comandava os pratos nos bailes do Clube Carioca, na Gávea. O auge da fama como DJ veio em 1986, com o ingresso na equipe Furacão 2000, onde trabalhou durante oito anos.

“— Com o Rômulo Costa (dono da Furacão 2000), tive muitas noções sobre produção e administração de equipe de som” — conta.

O aprendizado foi tão grande que a Furacão deixou de ser a principal fonte de renda e virou “bico”. Ronnie passou a fazer produção de discos e shows individuais em bailes de todo o país. Com o surgimento das duplas de MCs (masters of ceremony), o DJ expandiu suas atividades e abriu a Ronnie Rap Produções. Na lista de revelações da empresa, estão algumas das duplas mais badaladas da atualidade, como Nélio e Espiga, Danda e Taffarel, Marcelo e Pulunga, além de Sinistro e Mião.

“— No momento, está havendo uma seleção maior por parte do público. Já existe um padrão de qualidade que antes não havia. Por isso, só investi em duplas que realmente tinham um trabalho bem feito” — explica Ronnie.

Além da produção de duplas e das performances em festas, o DJ e produtor tem uma equipe de som própria — a Studio Rap — que faz uma média de cinco bailes por fim de semana. De segunda a sexta, Ronnie
Rap divide o tempo entre o escritório da empresa e o estúdio da Rádio Popular, onde participa do programa Som dos Bailes, das 15h às 18h.

Segundo Ronnie, de 28 anos, a ilha é hoje um dos locais mais bem servidos em bailes. Mas ele acredita que ainda faltam outras opções de lazer para os moradores:

“— O funk na Ilha tem uma força muito grande. Equipes de peso estão tocando nos clubes e isso é importante. Pena que ainda faltem outras coisas, como cinemas e grandes casas de show”.

BATE – PAPO

. Onde ouvir música — Em casa. De preferência, músicas românticas. Trabalho com funk o dia inteiro e, quando descanso, prefiro ouvir ritmos diferentes.

. O cartão-postal do bairro — Gosto muito da Praça do Avião.

. O sonho de consumo — Uma casa própria.

. Trajeto mais frequente — De casa para a Praça Tiradentes, onde fica a Ronnie Rap Produções.

. Quem você expulsaria do bairro — A sujeira que toma conta das praias.

. Brincadeira de criança — Jogar botão. E quase um vício.

. Programa em família — Passear com meu filho Ricardo, de 2 anos de idade.

. Lugar desconhecido da região — Na verdade, tirando os caminhos para os clubes onde há bailes, não tenho tempo para conhecer multo o bairro.

. Programa de índio — Ficar parada no trânsito da Estrada do Galeão. Muitas vezes, prefiro permanecer no trabalho até mais tarde para não ter que enfrentar o engarrafamento horas a fio.

. Mudança para melhor — A inauguração do Ilha Plaza e o aumento do comércio.

. Nota 10 — A tranquilidade da Ilha é maravilhosa. E o lugar ideal para quem gosta de descansar. Quando morava no Engenho da Rainha, minha casa vivia cheia de gente querendo que eu produzisse novas duplas. Era um inferno.

. Nota zero — O trânsito caótico e a sujeira das praias. Acho que a Ilha deveria ter outras entradas.

. A musa do bairro — Minha esposa, Rejane.

. O que você levaria para o seu bairro — Tudo aquilo que ajudasse os moradores a não precisarem sair da Ilha.

. O que falta ao bairro — Opções de lazer em geral.

. O quebra-galho — As lojas de conveniência dos postos 24h e o trailer do Moreno, na Praia da Bica.

. Restaurante — La Mole, da Estrada do Galeão.

. Se não fosse na Ilha, seria... — Em qualquer lugar do interior do estado, onde eu pudesse ter uma casa com piscina e um grande quintal para brincar com meu filho.

Créditos: Meu Bairro/Jornal de Bairro – Ano: 1996


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