O balanço áureo do ‘síndico’

06/12/2010 | comentários: 0

Caixa com oito álbuns de Tim Maia mostra como cantor foi do soul ao brega

Rio - Demorou, mas enfim os discos da fase áurea de Tim Maia (1942 - 1998) ganharam decentes reedições em CD, embaladas na caixa ‘Tim Universal Maia’, já nas lojas. O título alude ao fato de a caixa trazer todos os álbuns do ‘Síndico’ que pertencem ao acervo da gravadora Universal Music.

De quebra, há o DVD ‘In Concert’, que rebobina o show gravado por Tim para a TV Globo em 1989 (o DVD já tinha sido lançado em 2007).

Funk à moda brasileira

Entre os oito títulos da caixa, há os quatro primeiros álbuns de Tim Maia, lançados entre 1970 e 1973 (os quatro foram batizados com o nome do cantor). São discos da fase em que Tim traduziu para o idioma nacional o soul e o funk que ouvira nos Estados Unidos, para onde viajou nos anos 60.

Tim soube dar sotaque brasileiro ao balanço norte-americano. Músicas como ‘Padre Cícero’ (do disco de 1970), ‘A Festa de Santo Reis’ (hit do mesmo álbum de 1971 que trouxe ‘Não Quero Dinheiro’ e a balada ‘Você’) e ‘Canário do Reino’ (do disco ligeiramente menos inpirado de 1972) têm suingue nordestino no dna.

Já ‘Réu Confesso’ e ‘Gostava Tanto de Você’, hits do álbum de 1973, são músicas influenciadas pelo ritmo do samba. São sambas-soul.

Se o álbum de 1970 é clássico (tem ‘Azul da Cor do Mar’, ‘Primavera’, ‘Cristina’, ‘Coroné Antonio Bento’), o último disco da caixa, ‘Sufocante’, de 1984, já mostra Tim devotado às baladas açucaradas que dariam o tom de seu repertório ao longo dos anos 80. Contudo, a caixa prioriza o áureo início de carreira do ‘Síndico’.

Crédito: O Dia


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