A Lei que define o FUNK como Cultura

16/01/2009 | comentários: 4
Saiu uma matéria no The Guardian (Britanico) sobre a Lei que define o funk como cultura.

Pois é, saiu lá e alguns jornais, colunistas, blogs e sites resolveram dar "importância" a lei que está postada aqui no Funk de Raiz desde Agosto/2008, movimentando vários eventos, debate e a fundação da APAFUNK, a grande responsável pela lei junto à Marcelo Freixo e Chico Alencar.



Eu li algumas "opiniões" e quero deixar meu depoimento:

"A maioria dos comentários é preconceituosa. Envergonho-me, porque são comentários sem base, ninguém leu a lei ou sabe dos seus reais objetivos. Infelizmente quando o assunto é FUNK ele vem carregado com perseguições e discriminações.

Quando curtia bailes funk, os pseudo-intelectuais tinham os mesmos pré-conceitos. O funk sempre será perseguido não por seu conteúdo pornográfico dos tempos atuais, mas por ser musica de PRETO, POBRE E FAVELADO.

Na tão sonhada e reverenciada década de 90, onde começou os Festivais e neles o funk nacional, fomos "presenteados" com uma CPI, seu objetivo era acabar com os bailes e consequentemente o FUNK. Nesta época os grandes "VILÕES" eram os MC's, que cantavam letras com cunho social, mas estavam tomando conta das rádios e programas de TV, ou seja, estavam saindo de suas favelas e "CONTAMINANDO" todo o Brasil e as camadas sociais.

Lembro também das brigas e mortes, independente de onde aconteciam eram produtos do funk, até o funk aparecer, não existia esse tipo de coisa no Rio de Janeiro ou alguém aqui já esqueceu que tudo era culpa do Funk?

O Miami Bass, na minha opinião também é raiz do nosso funk, era repleto de putarias e palavrões, só buscar a história de Shy D, 2 Live Crew, MC A.D.E e todos os outros que faziam sucesso por aqui e traduzir suas letras.

Se eu for contra o FUNK, isso independente dele ser pornográfico ou não, porque aqui todos conhecem a minha opinião: (Não gosto dessas "composições", como também prefiro o Volt-Mix) estarei me posicionando a favor daqueles que sempre critiquei, nós funkeiros não podemos ser contra o FUNK, temos de ser contra os preconceituosos e os aproveitadores que usam o funk como mina de dinheiro apenas. Não temos e não devemos deixar NINGUÉM que não o conheça de fato, se META.

O funk não se resumi aos tempos atuais, por tanto não me prendo ao que ouço hoje e sim a sua história. Se for visto como cultura, ele dará condições, criará estratégias e melhorias, como direitos autorais, condições trabalhistas, todas essas injustiças de plágio, produções e roubos de letras. A lei será o começo de grandes vitórias em todos os sentidos.

Essa é a hora da união, o funk precisa de todos juntos isso inclui, DJ's, MC's, Donos de Equipes, Carregadores de caixas, empresários, produtores, etc.. e nós funkeiros que tanto amamos o movimento.

A lei não é para beneficiar o meu ou o seu gosto, por essa ou aquela época e sim pelo FUNK como um TODO.

Se você é funkeiro de fato, cuide do FUNK ele também é SEU.

Opinião sem conhecimento é PRÉ-CONCEITO!!!"