APAFunk na Roda do Cais do Valongo

12/03/2013 | comentários: 0
A Roda do Cais do Valongo tem como proposta reaproximar a capoeiragem à região da antiga Pequena África e atual Zona Portuária do Rio de Janeiro. No Cais do Valongo, considerado o maior entreposto de escravos das Américas, foi registrada a entrada de quase 10% dos 10 milhões de cativos que foram retirados do continente africano de 1500 a 1850. O principal objetivo dessa Roda é celebrar o legado cultural afro-brasileiro numa região onde a dinâmica dessa cultura se deu de forma tão dramática. Nesse dia, pretende-se consagrar a Roda do Cais do Valongo a essa memória e à história que agora está ressurgindo devido ao processo de revitalização da Zona Portuária, impulsionado pelos grandes eventos esportivos que o Rio receberá a partir de 2014. 

Para além do ritual da Capoeira Angola, da mandinga e teatralidade dos seus jogadores, a roda do Cais do Valongo é um casamento de várias intervenções artísticas. Além dos registros fotográficos, já foram produzidos vídeos e, antes ou depois de cada Roda, são realizadas palestras com a participação de estudiosos e artistas que pensam a capoeira, a cultura negra e a cidade do Rio de Janeiro. Em fevereiro, foi a vez da palestra de Mc Leonardo, presidente da APAFunk, que falou sobre a luta das culturas populares por espaços verdadeiramente populares ao lado de Mc Junior e o Poeta Sergio Vaz, da Cooperifa-SP. Fruto de uma iniciativa coletiva idealizada, inicialmente, por Mestre Carlão, do Grupo Kabula, a Roda do Cais do Valongo integra o Movimento Cultural Conexão Carioca de Rodas na Rua (composto pelos Grupos de Capoeira Angola: Aluandê, Ypiranga de Pastinha, Volta ao Mundo, Valongo e Reconca Rio) e conta com a adesão de diversas entidades de Capoeira Angola, Regional e outros estilos.





Poeta Sergio Vaz







Créditos Fotos e Texto: Maria Buzanovsky








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