Em meados dos anos 90, há uma pequena reviravolta no mundo Funk. As equipes de som promovem Festivais de Rap's nas favelas onde haviam bailes e lançam em discos as gravações lá realizadas. Assim surgiram os MC's cantando funk nacional, conhecido como RAP. Demos identidade a tudo que era chamado de clássicos, antigo e/ou velho. Hoje, a história dos artistas que legitimaram o Funk como movimento cultural e genuínamente carioca foi qualificada e eternizada por nós como Funk de Raiz.

Carregando...
Para pedir musica ou mandar seu alô: (21) 3462-7689

"Pancadão" fatura R$ 10 milhões por mês no Rio de Janeiro

31/01/2009 comentários

Castelo das Pedras

As preparadas e as popozudas garantem à Região Metropolitana do Rio de Janeiro um faturamento mensal de R$ 10 milhões. Letras polêmicas e ousadas à parte, o funk se tornou mais do que um ritmo, uma forma de sustento para muitos dos cariocas. É o que mostra pesquisa realizada pela FGV Opinião, entre 15 de maio e 28 de junho de 2008.

O mercado do gênero conta com números respeitáveis. As bilheterias dos cerca de 879 bailes mensais são responsáveis por R$ 7,02 milhões. Salários de MCs, DJs, camelôs e equipes de som injetam na economia R$ 1,4 milhão por mês e os cachês das equipes de som outros R$ 2,14 milhões.

Esse é o primeiro estudo que mostra quanto o mercado de funk movimenta. Queríamos mostrar que, apesar de todo o preconceito, o ritmo é uma manifestação cultural legítima e contribui com a economia da cidade”, afirma Marcelo Simas, pesquisador da FGV Opinião.

Dos profissionais do funk, os MCs são os mais bem remunerados, com rendimento médio mensal de R$ 4.140,19. “O ritmo ganhou mais projeção a partir da década de 90, com o surgimento desses intérpretes. O funk se valorizou e começou a ser cantado em português. Os DJs, que antes costumavam tocar de costas para o público, hoje estão de frente”, conta Simas.

A renda dos DJs, de R$ 2.100, é um pouco menor do que a dos MCs. O cachê pago aos músicos varia de acordo com a carteira de seus clientes. Os bailes nas comunidades saem por R$ 180,81; nos clubes, por R$ 294,42; em outros estados, por R$ 1.117,95 e no exterior, pobres gringos, por R$ 2.250, 50.

Já os camelôs conseguem faturar R$ 957, 47 por mês com o funk. Os produtos mais vendidos nas proximidades dos bailes são balas Halls (18,1%), alimentos 16,7% e cervejas (15,3%).

Não tínhamos a menor idéia de quanto o funk representava na economia quando começamos a pesquisa. O faturamento encontrado, de R$ 120 milhões por ano, é com certeza bastante expressivo”, opina Simas.

A julgar pela popularização do ritmo, os números tendem a continuar crescendo. Com cada um no seu quadrado, a batida do pancadão promete continuar agitando os bailes e bolsos de muita gente.


(Créditos: Foto: Hudson Pontes/Texto: Elisa Campos - http://epocanegocios.globo.com/Revista/ )

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
Continue Lendo...
 

Festa dos Ritmos não tinha autorização para acontecer

comentários
O diretor-presidente do Entre-Rios Jornal, José Rubem Pontes de Souza, Rubinho, se encontrou com a juíza titular do Juizado Especial Cível e Criminal de Três Rios, Ellen de Freitas Barbosa, para esclarecer a situação dos bailes funk em Três Rios. O assunto foi alvo de uma reportagem publicada na edição de ontem do ERJ.

Durante a reunião, a juíza desmentiu as informações repassadas pelo produtor de eventos Tojão, base para a reportagem intitulada “A polêmica do funk: não realização de bailes na cidade leva jovens às cidades vizinhas”. De acordo com Dra. Ellen, o clube não possuía toda a documentação necessária e os requisitos não foram todos cumpridos para a realização da festa.

Dra. Ellen informou que o nome dado ao evento “Festa dos Ritmos” serviu apenas para afastar a incidência da Lei, uma forma para fugir das exigências para a realização de bailes funk, regidas pela Lei nº 5.265 de 18 de junho de 2008 de autoria do ex-deputado estadual Álvaro Lins, já que nas rádios regionais havia sido anunciada a presença da equipe de sonorização Espião, um dos símbolos do movimento funk.

Ao contrário do que disse o produtor de eventos, a juíza confirmou que o clube não possuía a autorização do Corpo de Bombeiros, nem Alvará do Juizado de Menores. E que ainda não havia instalado detectores de metal e o sistema de câmeras para gravação. Outras exigências não cumpridas foram a existência da equipe de socorro médico e do sistema de isolamento acústico.

- O sistema de câmeras deve ser para gravação e não somente monitoramento. E os detectores devem ser definitivos, não adianta contratar de uma empresa. A autorização que ele tinha do Corpo de Bombeiros foi revogada, afirmou a magistrada.

A juíza disse a nossa reportagem que a realização de bailes funk depende de autorização da Secretaria de Segurança Pública, no Rio de Janeiro.

- O produtor deve recolher todos os documentos exigidos para assim encaminhar o pedido para a Secretaria de Segurança Pública, informou.

Música funk pode ser executada, desde que ritmo não seja predominante.

Questionada sobre a execução de músicas funk em eventos não classificados como baile funk, a juíza Ellen de Freitas Barbosa foi direta ao afirmar que se o ritmo não for predominante, pode ser executado sem qualquer problema.

- Sem qualquer preconceito, no baile funk acontece muita briga. É uma questão de educação. Além disso, algumas letras incentivam a violência e parte delas explora demais a sexualidade, explicou a juíza.

Duas tentativas de homicídio na saída de bailes do Independência.

Dra. Ellen lembrou que por duas ocasiões a saída dos bailes funk do Independência acabaram em tentativas de homicídio. Uma contra um jovem, que acabou em baderna na Rua Padre Conrado e uma outra, na própria ponte que dá acesso ao clube, quando um jovem foi esfaqueado.

Transformação do ritmo em Movimento Cultural Popular não isenta do cumprimento das exigências

A juíza Ellen disse ainda a nossa equipe de reportagem que a transformação do funk em movimento cultural popular – uma iniciativa e desejo do deputado estadual Marcelo Freixo e do deputado federal Chico Alencar – não isenta os clubes de cumprirem as exigências previstas na Lei nº 5.265 para realizar os bailes.

Entenda o caso – Na edição de ontem, o promotor de eventos Tojão disse que foi feito com antecedência um pedido à Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiro Militar para a realização do evento Festa dos Ritmos. Só que o nada opor da Polícia Militar não foi liberado, apesar de todas as providências tomadas. “Apresentamos o alvará de licença do clube, autorização dos bombeiros, assinatura dos vereadores trirrienses afirmando que não são contra esta manifestação popular. Contratamos uma empresa credenciada pela Polícia Federal, em Nova Iguaçu, para realizar a segurança do local, inclusive com identificador de metais. Instalamos oito câmeras cumprindo exigências, solicitamos a apresentação de documentos na portaria, mas parece que tudo foi ignorado”, disse o organizador.

Ele havia informado ainda que havia um engano na justificativa do tenente-coronel Germano, na parte que fazia menção a um homicídio na porta do clube.


(Créditos: Autor: Daniel Vizeu/ http://www.entreriosjornal.com.br)

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
Continue Lendo...
 

Funk Carioca: Crime ou Cultura?

comentários
Li o livro: Funk Carioca: Crime ou Cultura? (Autora: Janaina Medeiros). A minha primeira impressão foi achar que seria apelativo, como a maioria dos que falam sobre Funk, mas acabei me identificando muito com alguns depoimentos e a visão da escritora em relação a trajetória e criminalização do funk. O texto abaixo é parte de um capítulo e cai muito bem em meio a toda essa discussão "Funk é ou não é cultura". Voces perceberão que o tempo passa, mas as coisas continuam iguais e extremamente repetitivas.
Recomendo à todos!

O retorno dos recalcados:



Sejam invisíveis ou hiper vistos pela sociedade, fato é que negros, pobres e favelados sempre estiveram à margem de seus direitos. Alguns relatórios de 1865 já citavam a existência de barracões construídos em morros do Rio, mas o "marco inaugural seria o Morro da Providencia, onde surgiu o "morro Favela", que, por sua vez, teria transmitido o nome às demais opucpações com as mesmas caracterísiticas. Daí o ano de 1897 ser reconhecido como um marco que situa uma forma específica de ocupação dos morros cariocas. [...] Tal período, na verdade, assinala também o momento em que essas formas de habitação começam a ser percebidas como um problema higiencio, estético e populacional pelas autoridades e grupos domninantes do Rio de Janeiro".

E 1897 foi mesmo um marco, quando o cabeça-de-porco, maior cortiço do Rio, acabou sendo demolido. A maior parte de seus moradores teria se mudado para o Morro da Providencia. Com o fim de cortiços e casas de comodo na gestão do Prefeito Pereira Passo (1902-1906), a unica alternativa habitacional para os cidadãos pobres passou a ser, mais que nunca, as favelas.

A partir daí surgiu o conceito de desordem urbana e social relacionado à periferia. Seus moradores eram sempre identificados como "capoeiras, ladrões, meretrizes de baixa classe e assassinos". Não demorou até que o governo ficasse mais reacionário e iniciasse uma "cruzada higienica", alegando serem os morros focos de doenças e um risco à saúde pública.

A idéia de que um lugar sujo e infecto, como eram consideradas as favelas, pudesse produzir arte era algo inconcebível. Mas, a partir dos anos 1920, um grupo de artistas da elite subiu os morros e apresentou aos moradores uma pioneira chance de redenção social. O primeiro olhar intelectual sobre as favelas partiu da Semana de Arte Moderna de 1922. Ícones do modernismo, como os pintores Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, incorporaram a estética do morro à suas obras e a reconheceram como símbolo da cultura genuínamente nacional. Isso em plena época em que capoeiristas e sambistas eram extremamente demonizados pela imprensa e pelos setores conservadores.

Nas décadas de 1950 e 60 os filhos da elite que integravam a bossa nova e o cinema novo também flertaram com a arte do morro.

"Antigamente era proibido batuque, lundu. Depois a Revolução de 1930, Getulio vargas descriminalizou a capoeira, o candomblé. E Getúlio é demonizado e criminalizado até hoje um pouco por isso. Então o FUNK, olhando em longo prazo, é um pouco a história do "retorno do recalcado". O mesmo que aconteceu com a capoeira e com o samba acontece agora com o FUNK. E quem sempre tenta defender essas manifestações culturais populares, também é criminalizado.

O Governo do Brizola era o que? "Defensor de bandido". Por quê? Porque defendia o funk. E funkeiro é "bandido", né?, ironiza Vera Malaguti.

"Eu sempre ouvi falar num "retorno dos recalcados". Então é só a gente esperar. Mais cedo ou mais tarde", complementa Nilo Batista.

Créditos: Funk Carioca: Crime ou Cultura?

Autora: Janaina Medeiros

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
Continue Lendo...
 

Isso é Funk de Raiz!

29/01/2009 comentários

Esperamos você lá.
Continue Lendo...
 

Essa é a hora de VOCÊ mostrar que é FUNKEIRO.

22/01/2009 comentários

Olá gente,

Quando pensamos em informar políticos, professores, jornalistas ou profissionais de qualquer outra área, sobre os problemas que nós funkeiros estamos atravessando, a nossa intenção era nada mais que um grito de socorro a esse movimento.

Sendo que nós sabíamos o que vinha pela frente a partir do momento em que mobilização começasse.

Temos que nos unir e ajudar aqueles que estão nos ajudando a se firmar como movimento cultural.

Temos que dar apoio aos mandatos parlamentares que estão nos apoiando,pois esses estão sendo ridicularizados por quem não conhece o assunto ou conhece e quer destruir mais ainda a imagem do Funk perante a mídia e a sociedade.

Venho aqui convocar todos os Funkeiros sendo eles profissionais do Funk ou não, a se manifestar a seu favor.

Entrem no site da Revista Bravo : http://bravonline.abril.com.br/conteudo/assunto/assuntos_416485.shtml e responda com orgulho a todos os comentários FASCISTAS que lá estão.

ESSA É A HORA DE VOCÊ MOSTRAR QUE É FUNKEIRO.

Boa sorte!!

Estarei lendo geral!!

MC Leonardo - Cantor, compositor, Presidente da APAFUNK e colunista da revista Caros Amigos.
Continue Lendo...
 

Reuniões - Projeto Curso de Formação de Agentes Culturais Populares - Min.C/UFF

17/01/2009 comentários
Olá!
Na próxima semana conversaremos sobre o curso e estratégias de sua divulgação na segunda em Acari, no bojo da oficina de letramento da Favo Funk Férias, e na quarta no Morro do Estado, 19h, na Associação de Moradores.
Estivemos ainda na Rocinha e temos confirmados alguns educandos ilustres, como os MCs Junior e Leonardo, que participarão do curso.
Um abraço e até lá,
Adriana.
Continue Lendo...
 

Desde que o Funk é Funk é assim...

16/01/2009 comentários
Por Leonardo Pereira Mota (M . C . Leonardo )*


No último sábado, dia 10 de janeiro, o Circo Voador (casa de show do Rio de Janeiro localizada na Lapa) foi vítima de mais um ato de perseguição cultural por forças policiais e políticas de nossa cidade.

Ainda está em vigor uma lei que praticamente impossibilita a realização de bailes Funk em no Rio de Janeiro. Esta lei é de autoria do ex-Capitão da Polícia Militar, ex-Chefe da Polícia Civil de nosso estado, ex-Deputado estadual e atual encarcerado em Bangu 8, o Sr. Álvaro Lins.

Nos últimos meses tenho tentado de tudo para fazer com que esse absurdo tenha um basta. Fui, como presidente de uma associação de trabalhadores (APAFUNK), aos gabinetes de alguns deputados na ALERJ e saí de lá com a absoluta certeza de que eles aprovaram uma lei sem ter noção do que estavam aprovando. Milhares de pais de famílias estão proibidos de trabalhar dentro da lei, já que uma coisa é regulamentar e outra é impossibilitar. Existe hoje uma proposta de modificação desta lei, feita pelo Deputado Paulo Melo, e nós estamos torcendo e nos mobilizando para que seja efetivada em breve.

Tenho certeza de que o Sr. Álvaro Lins sabia o que estava fazendo, já que ele esteve em vários segmentos de nossas polícias. Como o Funk em nosso estado sempre foi tratado como caso de policia e não de cultura, os outros deputados confiaram em sua "vasta experiência" e aprovaram o absurdo. Proibir o Funk de ser tocado no Rio é como proibir a Timbalada na Bahia ou o Forró na Paraíba, o Reggae no Maranhão e por aí vai. O Funk emprega milhares de pessoas, está em todos os cantos desta cidade (tanto nos morros como fora deles), tem que ser tratado com respeito e incentivado como qualquer outra expressão cultural popular de nosso pais. Esse tipo de atitude só faz aumentar as possibilidades de extorsão e corrupção em eventos culturais que toquem Funk.

Para o Funk, por incrível que pareça isso foi bom, porque só com uma lei que mostre o que a polícia fez e faz com o movimento Funk ao longo de mais de 30 anos é que podemos discutir o assunto em um debate muito sério envolvendo todas as partes.

Além de ser arbitrária, preconceituosa e inconstitucional, a lei está sendo mal interpretada por autoridades que se dizem querer fazê-la valer de modo absurdo. E eu vou dizer por que.

A lei do Sr. Álvaro está determinando uma participação direta da Policia Militar em eventos de bailes "tipo Funk" e exije que seus produtores peçam autorização com antecedência de 30 dias úteis, sendo que a polícia tem até 8 dias antes do evento pra autorizar ou não a sua realização.

Como é que esses produtores contratarão profissionais para um evento que eles não sabem se vai ser autorizado? Pra que serve o alvará da prefeitura? Não é ela que determina quem tem ou não condições de fazer algum tipo de evento em nossa cidade?

Mesmo que queiram fazer valer a lei, ela não proíbe o Funk de ser tocado em lugar nenhum. No caso do Circo Voador, a lei, mesmo sendo absurda, não pode ser aplicada, pois lá não é exatamente um lugar que estão usando pra fazer um baile Funk, o Funk está lá como mais um ritmo entre tantos tocados naquela casa.

Quero aqui avisar a todos os interessados que organizadores de eventos estão sendo chamados em batalhões de polícia para serem informados de que Funk não pode e nem deve ser tocado, nem mesmo em intervalos de qualquer show, sob pena de terem seus eventos embargados, e não é isso que a lei diz.

A mesma lei também cria impedimentos para a realização de festas Raves. Na sua interpretação particular, a polícia não pode ouvir musica eletrônica em lugar nenhum que diz está proibido.

A Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK) está atenta sobre esse assunto e já está tomando algumas providências, como lutar pela legitimidade do Funk como cultura. E o que seria isso? Uma lei que reconheça o Funk como cultura musical de caráter popular em nosso estado. E essa luta envolve uma classe de trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores do mercado Funk.

Não podemos ficar parados e não vamos ficar. Estamos prontos para qualquer debate, em qualquer local, com qualquer autoridade política ou policial para não só ouvir (como é de costume deles, que nos chamam em batalhões para só falarem), mas para falar "cara a cara" o que sofremos todos esses anos por sermos "agentes culturais do Funk".

*Cantor, compositor-Presidente da APAFUNK e colunista da revista Caros Amigos.
Continue Lendo...
 

A Lei que define o FUNK como Cultura

comentários: 3
Saiu uma matéria no The Guardian (Britanico) sobre a Lei que define o funk como cultura.

Pois é, saiu lá e alguns jornais, colunistas, blogs e sites resolveram dar "importância" a lei que está postada aqui no Funk de Raiz desde Agosto/2008, movimentando vários eventos, debate e a fundação da APAFUNK, a grande responsável pela lei junto à Marcelo Freixo e Chico Alencar.



Eu li algumas "opiniões" e quero deixar meu depoimento:

"A maioria dos comentários é preconceituosa. Envergonho-me, porque são comentários sem base, ninguém leu a lei ou sabe dos seus reais objetivos. Infelizmente quando o assunto é FUNK ele vem carregado com perseguições e discriminações.

Quando curtia bailes funk, os pseudo-intelectuais tinham os mesmos pré-conceitos. O funk sempre será perseguido não por seu conteúdo pornográfico dos tempos atuais, mas por ser musica de PRETO, POBRE E FAVELADO.

Na tão sonhada e reverenciada década de 90, onde começou os Festivais e neles o funk nacional, fomos "presenteados" com uma CPI, seu objetivo era acabar com os bailes e consequentemente o FUNK. Nesta época os grandes "VILÕES" eram os MC's, que cantavam letras com cunho social, mas estavam tomando conta das rádios e programas de TV, ou seja, estavam saindo de suas favelas e "CONTAMINANDO" todo o Brasil e as camadas sociais.

Lembro também das brigas e mortes, independente de onde aconteciam eram produtos do funk, até o funk aparecer, não existia esse tipo de coisa no Rio de Janeiro ou alguém aqui já esqueceu que tudo era culpa do Funk?

O Miami Bass, na minha opinião também é raiz do nosso funk, era repleto de putarias e palavrões, só buscar a história de Shy D, 2 Live Crew, MC A.D.E e todos os outros que faziam sucesso por aqui e traduzir suas letras.

Se eu for contra o FUNK, isso independente dele ser pornográfico ou não, porque aqui todos conhecem a minha opinião: (Não gosto dessas "composições", como também prefiro o Volt-Mix) estarei me posicionando a favor daqueles que sempre critiquei, nós funkeiros não podemos ser contra o FUNK, temos de ser contra os preconceituosos e os aproveitadores que usam o funk como mina de dinheiro apenas. Não temos e não devemos deixar NINGUÉM que não o conheça de fato, se META.

O funk não se resumi aos tempos atuais, por tanto não me prendo ao que ouço hoje e sim a sua história. Se for visto como cultura, ele dará condições, criará estratégias e melhorias, como direitos autorais, condições trabalhistas, todas essas injustiças de plágio, produções e roubos de letras. A lei será o começo de grandes vitórias em todos os sentidos.

Essa é a hora da união, o funk precisa de todos juntos isso inclui, DJ's, MC's, Donos de Equipes, Carregadores de caixas, empresários, produtores, etc.. e nós funkeiros que tanto amamos o movimento.

A lei não é para beneficiar o meu ou o seu gosto, por essa ou aquela época e sim pelo FUNK como um TODO.

Se você é funkeiro de fato, cuide do FUNK ele também é SEU.

Opinião sem conhecimento é PRÉ-CONCEITO!!!"

Continue Lendo...
 

Os Noturnos

10/01/2009 comentários

Extravasa a festa dos Noturnos


Data e Hora: Sábado, 24 de janeiro às 19:00 horas

Cavalheiro: R$5,00

Dama R$ 3,00

Endereço: Rua da Olaria, 68 - Acari

Contato: (21) 9698 2424 ou deleydeacari@yahoo.com.br

Realização: Os Noturnos / Apoio Movimento Funk é Cultura
Continue Lendo...