Em meados dos anos 90, há uma pequena reviravolta no mundo Funk. As equipes de som promovem Festivais de Rap's nas favelas onde haviam bailes e lançam em discos as gravações lá realizadas. Assim surgiram os MC's cantando funk nacional, conhecido como RAP. Demos identidade a tudo que era chamado de clássicos, antigo e/ou velho. Hoje, a história dos artistas que legitimaram o Funk como movimento cultural e genuínamente carioca foi qualificada e eternizada por nós como Funk de Raiz.

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Para pedir musica ou mandar seu alô: (21) 3462-7689

MC's Roni e Sargento

30/05/2008 comentários

A história dos MC's que abalaram com o "Rap da Fazenda dos Mineiros", é um bom exemplo para a massa funkeira. Eles se conheceram no meio de uma briga. Sargento era representante de uma galera e defendeu Roni que fazia parte de outro mulão. Foi então que ficaram amigos e resolveram cantar juntos. Adeptos a igreja Assembléia de Deus, não querem saber de confusão.

Sargento, recebeu esse apelido porque sempre cortava o cabelo reco.

Roni e Sargento contam também com os sucessos, "Prosseguir", "Trem Bala", "Amigos Unidos" entre outros... O sucesso da dupla foi tão grande que eram figurinhas fáceis no programa da Furacão 2000, quase todos os sábados estavam lá. Se apresentaram também no "Domingo Legal" no SBT.

A dupla se separou há alguns anos e cada um foi tentar a sorte conforme as oportunidades.

Roni depois de passar uma temporada ao lado do MC Baby, hoje segue em carreira solo.

Sargento esta casado, tem dois filhos e aos poucos está voltando a cantar com a ajuda do amigo Raffa Carioca.

Torcemos pela volta do Sargento e espera que o sucesso seja o mesmo dos velhos tempos.

Ouça "Rap da Fazenda dos Mineiros"

http://www.4shared.com/file/33860621/cc32c660/Roni_e_Sargento_-_Rap_da_Fazenda_dos_Mineiros.html

Creditos Texto e Foto: Claudia Duarcha
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MC's Skell e Nilson

29/05/2008 comentários: 1
Infelizmente eu não tenho muita informação sobre esta dupla, apenas que é da baixada, no Rio. Eles tiveram uma grande importância no comecinho dessa história toda de MC's, Rap's, festivais etc... Jamais deixaria os dois de fora. Segue abaixo a letra da música mais famosa da dupla e uma obra-prima do movimento funk. Diante da febre das amantes, mulher melancia, morango, isso ou aquilo, deixo a letra como um exemplo e um incentivo à todas aquelas que não concordam em ser objeto ou tratadas como uma qualquer. A música tem quase 20 anos, mas continua atualíssima!A letra por si só diz exatamente quem eram SKELL E NILSON.



"Rap das Mulheres"

E isso pode crer Skell e Nilson, quem ama não mata, quem ama não maltrata, quem ama entende, quem ama compreende a mulher e a natureza e a natureza e a mulher.

Ate que um dia eu parei para pensar e pensei nas coisas lindas que Deus pode criar criou a mulher, a natureza deu a salvação por esse mundo, prepotente cheio de ambição são mulheres mas, muitas dizem que são todas iguais, algumas delas espancadas por motivos banais, maltradas, humilhadas, por homens machistas mas na verdade esses otários se tornam racistas e de toda vilolencia eles querem usar com palavras indecentes para humilhar e sem motivos aparentes se tornam rivais a conseqüência disso tudo crimes imorais hoje o homem a todo custo tenta dominar e mante-la submissa sobre o seu olhar usa sua força bruta para amendrontar usa sua voz ativa pra manipular e sua vida se torna um pesadelo a mais dominada, criticada ela se torna incapaz de amar e perceber os seus sentimentos e vive a sua vida com seus sofrimentos mais as mulheres de hoje em dia se dão valor e se libertam da opressão sem se importar ela quer ser independente, ela quer trabalhar se for possível ser amada ou quem sabe se casar

“Uma das coisas mais belas que Deus pode criar, com a beleza e o dom de outra vida gerar”

Com toda forma feminina tem o seu valor e não importa sua raça ou a sua cor mais muitas delas sofrem o preconceito na carne rejeitadas e esquecidas, pela a sociedade que a criticam e a acham fútil o seu estilo de vida quem não preocupam saber porque ali esta e antes de falarem mal da mulher da vida, pense, poderia ser da sua própria família, são esposas, são amantes e são atraentes sua fragilidade e apenas aparente são mães que lutam pela vida dos seus filhos e por eles sofrem e enfrentam desafios são capazes de tudo para proteger, brigar, matar, chorar, morrer (mas) porem algumas delas se tornam covardes e abandonam o próprio filho pelas ruas da cidade mas nunca a critiquem por motivos banais não esqueça que a criança também tem um pai

“Uma das coisas mais belas que Deus pode criar, Com a beleza e o dom de outra vida gerar”

Quem ama não mata, quem ama não maltrata, quem ama entendem quem ama compreende

A mulher e a naturza e a natureza e a mulher

- E isso ae Skell, podes crer.

Idealistas e fundamentais nesse mundo também são capaz, ignoram o preconceito e realizam sem ter medo todo o seu desejo e depositam na sua família sua razão de vida, conquistando experiência ao passar o tempo fugindo da ilusão botando os pés no chão e provando para todos sua libertação mantendo sua moral, livrando-se do mal "Adquirindo dia-a-dia sua força mental fugindo da ilusão botando os pés no chão e provando para todos sua libertação mantendo sua moral, livrando-se do mal Adquirindo dia-a-dia sua força mental fugindo da ilusão botando os pés no chão"

“Uma das coisas mais belas que Deus pode criar, Com a beleza e o dom de outra vida gerar”

Vaidosas, compreensivas com seus semelhantes e a perdição e a salvação dos homens se entregar ao seu carinho pode ser fatal, violentar uma mulher não pode ser normal e assim vai se seguindo ao passar do tempo entre crime passional ou paixão parcial sua vida como a delas pode ser lamento ou então felicidade de um modo geral e antes de mais nada eu vou lher falar mulher e símbolo de vida e de procriar

“Uma das coisas mais belas que Deus pode criar, Com a beleza e o dom de outra vida gerar”

Com toda forma feminina tem o seu valor e não importa sua raça ou a sua cor mais muitas delas sofrem o preconceito na carne rejeitadas e esquecidas, pela a sociedade que a criticam e a acham fútil o seu estilo de vida quem não preocupam saber porque ali esta e antes de falarem mal da mulher da vida, pense, poderia ser da sua própria família, são esposas, são amantes e são atraentes sua fragilidade e apenas aparente são mães que lutam pela vida dos seus filhos e por eles sofrem e enfrentam desafios são capazes de tudo para proteger, brigar, matar, chorar, morrer (mas) porem algumas delas se tornam covardes e abandonam o próprio filho pelas ruas da cidade mas nunca a critiquem por motivos banais não esqueça que a criança também tem um pai

“Uma das coisas mais belas que Deus pode criar, Com a beleza e o dom de outra vida gerar”

MULHERES

Ouça "Rap das Mulheres"

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MC Pixote

25/05/2008 comentários

O nome Carlos Henrique Romão Nascimento pode não querer dizer nada para a massa funkeira, mas se for mencionado o apelido Pixote a coisa muda de figura. Pixote é certamente um dos nomes mais badalados do movimento funk. A voz mais grossa do circuito tem 36 anos e vem lá da Cidade Alta.

A voz mais grave do que o normal não chegou a ser um empecilho para o MC. Pixote acredita que é uma das coisas que o diferenciam dos outros MC's.

"Alem disso, é um dom que Deus me deu e não foi à toa: o tom autoritário da minha voz influência muito nos lugares onde canto. Minha voz induz as pessoas a cantarem e esquecerem das brigas. É por isso que em baile que eu canto, não tem briga", garante.

Pixote que entrou no mundo funk no início dos anos 80, quando freqüentava os bailes do Grêmio Realengo, diz não ter muita dificuldade em compor musicas.

"Canto o que vivi e o que vivo", afirma.

Ouça "Rap da Cidade Alta"

http://www.4shared.com/file/33478918/1a89ab1e/Pixote_-_Rap_da_Cidade_Alta__original_.html?


Créditos Texto e Foto: Claudia Duarcha
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You Can Dance

24/05/2008 comentários

Foi num concurso de dança, promovido pelo programa "Som na Caixa" de Ademir Lemos, que tudo começou. O concurso foi no Náutico na Ilha do Governador, quem entrasse teria espaço no programa de TV.

Ademir Lemos gostou tanto do estilo dos meninos, que os convidou para trabalhar fazendo shows. A partir daquele dia, os quatro garotos do subúrbio do Rio, mais precisamente do bairro de São Cristovão, não poderiam imagina o que o futuro lhes reservara.

"Ademir Lemos foi um pai, o nosso padrinho. Ele ensinou a gente a se envolver no meio artítstico, nos palcos, shows, enfim... nos ajudou muito"

A princípio nome não iria ser esse, os quatros queriam colocar um nome brasileiro, mas não conseguiram encontrar um legal, tentaram vários mas nenhum agradava. Em meio as pesquisas, pois tinham pressa por causa do concurso, Kadu pegou um disco da "Madonna" e de lá tirou "You Can Dance", o nome pegou e assim nasceu um dos grupos mais queridos do Brasil.

Começaram a fazer shows por todo Brasil, participações em programas de TV's, rádios, dançaram com "Roupa Nova" no Rock in Rio, através do grupo conheceram Beri, coreógrafo na época de Xuxa e passaram a integrar o elenco fixo do programa "Xuxa Hits", levando a mulherada ao delírio.

O grupo lançou dois CDs, "Anjo" vendeu 100 mil cópias, You Can Dance virou sinonimo de perseverança, companheirismo e trabalho.

You Can Dance está de volta com os novos singles: ""Dessa Vez" e "Ela é Gata".

Ouça "Te quero pra sempre"

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MC's Danda e Tafarel

22/05/2008 comentários: 2

Os MC’s Anderson Augusto de Oliveira e Jorge Luis da Costa saíram de Rocha Miranda para explodir as baladas do Brasil com o “Rap do Festival”. Criados juntos e muito amigos, Danda apelido dado pela família e Tafarel, apelido da época em que era goleiro, soltaram a voz depois de se inspirarem com o “Rap da Rocinha”, de MC Galo e com o “Rap do Valão” dos MC’s Neném e Mascote.

Em 1994, os MC’s participaram do festival de galeras promovido pela Furacão 2000, no Pavunense e venceram com o rap “Faz Quem Quer”. Tafarel, decidiu largar as brigas e virar MC, a partir daí não pararam.

A massa funkeira não os leva a mal. Com esse lema, o “Rap do Festival” detonou e os garotos invadiram as rádios e os bailes, pregando a paz e o amor.

Danda e Tafarel, escreveram seus Raps baseados na realidade do país e continuam escrevendo até hoje.

Com o “Rap do Destino”, eles falaram da fome, miséria, crianças abandonada e diferenças sociais.

Os MC’s emplacaram vários sucessos “Rap do casamento”, “Rap do Desprezo”, “Oba Oba”, “Alegria”, entre outros.

Sempre atenciosos e carinhos com o publico, procuram sempre retribuir o respeito. A dupla afirma que o primeiro show que rolou na Associação de Rocha Miranda, foi inesquecível, pois encontraram todos os amigos de infância. A emoção rolou solta!

A dupla já está separada há alguns anos, cada um resolveu seguir sua carreira solo.

Tafarel tem feitos alguns encontros com o objetivo de juntar a rapaziada da antiga do funk para um papo, churrasco, bebidas e matar as saudades.

Danda não tenho muitas notícias, mas sei que continua cantando e se apresentando pelo Rio.

"Rap do Festival"

http://www.4shared.com/file/33456749/80786694/Danda_e_Tafarel_-_Rap_do_festival__original_.html

Créditos Texto e foto: Claudia Duarcha

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Copacabana Beat

21/05/2008 comentários

Primeira formação do grupo era Carlinhos Conceição, vocalista, Andréia e Lisa como dançarinas, o Copacabana Beat saiu de Niterói para abalar o Funk melody brasileiro.

Antes de ficar famoso com “mel na sua boca”, o grupo tocava nas boites da terra de Araribóia.

Primeiramente, eles iriam ser lançados nos Estados Unidos, por isso o nome Copacabana Beat (batidas de Copacabana) para falar do ritmo caliente do Brasil.

Os planos não deram certo e o trio ficou por aqui. Com a mudança nos planos, o grupo resolveu fazer shows no Rio e o primeiro deles aconteceu no baile do Mello.

Com musicas tocando direto em rádios do Rio, Bahia, São Paulo e no Sul, o trio tem fã clubes em todo Brasil, com adoradores de todas as idades, desde adolescentes a coroas sem preconceito.

Copacabana Beat continua na estrada fazendo shows por todo Brasil, o grupo é residente na “Casa do caranguejo” em Niterói. Quem quiser matar as saudades, é só aparecer por lá!

Ouça "Mel na sua boca"

http://www.4shared.com/file/33456466/20b7a7de/Copacabana_Beat_-_Mel_da_sua_boca__ao_vivo_.html

Site Oficial: http://www.copacabanabeat.com/

Créditos Texto e foto: Claudia Duarcha
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MC's Marquinhos (in memorian) e Dollores

20/05/2008 comentários
Um das últimas entrevista do MC Marquinhos

Marcos Ribeiro Chaves, o MC Marquinhos, DJ de 26 anos, que estourou com a dupla Marquinhos e Dolores, investiu num estúdio na própria Rocinha. Agora, como produtor, ensina o caminho das pedras para rapazes da comunidade que estejam em busca da fama.

Sua experiência como produtor foi adquirida pela própria vivência e pelos problemas que enfrentou. “Funkeiro não tem banda - sua banda é a base da música que o DJ toca quando ele está no palco -, então, ele depende do DJ para produzir, criar o instrumental”, explica.

Marquinhos, porém, só chegou a esta conclusão depois de esquentar muito a cabeça. “Eu e o Dolores saíamos da Rocinha para ir até um estúdio em São Gonçalo ou no Lins de Vasconcelos. De uma forma ou de outra, perdíamos o dia inteiro sem a garantia de um trabalho bem feito”, diz. Aos poucos, todas essas dificuldades serviram para que eles fossem aprendendo como tudo era feito.

Quando montou seu estúdio, o MC percebeu que havia ali um nicho de mercado. Muitos freqüentadores de bailes começaram a procurá-lo. “Foi engraçado: tinha de tudo. Às vezes, o cara não tinha a menor noção, mas insistia para que eu produzisse sua música.”

A localização da Rocinha facilitou o intercâmbio com outras favelas. “Aqui é Zona Sul. Vem gente da Cidade de Deus, de Rio das Pedras, de Jacarepaguá. E até artistas consagrados no funk como Galo e Júnior, e Leonardo”, comemora o MC. Ao que parece, sua empreitada como produtor começa a mostrar resultados.

Um dos primeiros MCs a estourar no meio funk de todo o país, Marquinhos era office-boy quando se juntou ao segurança Aldenir Francisco dos Santos, o Dolores, de 29 anos, para criar a dupla Marquinhos e Dolores. Entraram no mercado em 1993, mas o sucesso só veio no final do ano seguinte, com o Rap da Diferença. Foi um susto.

Trabalhávamos o mês inteiro para ganhar o equivalente a um salário mínimo. De repente, a gente estava subindo no palco, cantando três musiquinhas e faturando dois salários numa noite”, lembra o MC Marquinhos. “Aquilo era novo e causou muito impacto na nossa vida”, acredita Dolores.

No início tudo era festa. “Com o tempo, fomos nos profissionalizando. E vendo que tudo é fruto de esforço e trabalho, e nada é dado”, avalia. “Onde quer que sua música toque, você tem direito a receber comissão, seja rádio, TV ou em show de outro artista”, ensina.

Pouco tempo depois de um dos últimos shows dos Mamonas Assassinas, no antigo Metropolitan, eles receberam uma correspondência do ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais). “Somos associados, e soubemos dos nossos direitos autorais referentes ao Rap da Diferença. Isto significa que os Mamonas cantaram nossa música durante o show e nós recebemos por isso”, conta.

Naquele tempo, o funk era bem diferente. “O grande mote era falar sobre paz, a mensagem era para o cara não brigar nos bailes. Quem falava disso tinha a maior chance de estourar”, explica Marquinhos. Ele lembra que um dos primeiros cantores de rap a fazer sucesso foi o DAD, com o Rap do Pirão. Logo depois veio o MC Galo, com seu Rap da Rocinha, e MC Mascote e MC Neném, que fizeram uma homenagem à atriz assassinada Daniela Perez. Só depois vieram Força do Rap, Marquinhos e Dolores, Cidinho e Doca, Willie e Duda, Claudinho & Buchecha e uma série de outros.

Nadamos contra a corrente. Chegamos falando da diferença entre o charmeiro e o funkeiro. Na época, ambos tinham grande penetração nas favelas”, completa Dolores. Fora delas, poucas pessoas conheciam o movimento funk.” Eles contam que o Rap da Diferença foi um dos primeiros a tocar em boates e danceterias. Ou seja, fora do ambiente das comunidades.

O MC Marquinhos sentiu na pele a rapidez de sair do anonimato para a fama. “Quando vimos, a música estava estourando no país. A televisão descobria o funk e nós éramos convidados a gravar para o programa da Xuxa, Vídeo Show, o extinto Mulheres, Casseta e Planeta, além do programa da Furacão 2000 na CNT, que tinha uma audiência fortíssima da comunidade funkeira aos sábados”, lembra.

Eles sentiram o frenesi do sucesso. “As gravações do programa do Rômulo Costa eram quinzenais e, às vezes, pedíamos para não comparecer porque não estávamos agüentando a roda-viva de shows. Mas aí vinha aquela cobrança: se a gente não for, vai acabar perdendo espaço. E a gente terminava indo”, diz.

Na época, os chamados “artistas de favela” eram uma novidade para os empresários e vice-versa. Depois de um certo tempo, a euforia começou a diminuir.

O empresário é quem corre atrás de shows para o artista, só isso. No início, o cara acha que depende de alguém do meio para agendar shows, acompanhar, fazer uma série de coisas. Depois de um certo tempo de estrada, não faz tanta diferença assim. Hoje, quem tá começando e pensa em empresário não vai arrumar nada; o mais importante é fazer sua música acontecer, tocar, cair na boca do povo. Se a música estiver tocando até seu pai pode empresariar. Já o cara que tem fama dita as regras...”, explica.

Segundo Marquinhos, existem três grandes equipes de som fortes no funk: a Pipo’s, o DJ Marlboro e a Furacão 2000. Cada uma tem sua produtora e, de uma forma ou de outra, o artista terá que editar sua música com um dos três. Caso a música aconteça, um deles terá uma fatia em cima do trabalho do artista. “Se estourar a nível Rio, ganha a nível Rio; se estourar a nível Brasil, ganha a nível Brasil”, fala.

Mas tem o outro lado da moeda. “Se o artista editar com o Marlboro, por exemplo, enquanto sua música não estourar, nem a Pipo’s nem a Furacão vão tocar sua música”, fala. Os meandros do funk dependem de muita negociação. “À medida que o artista vai conhecendo seus direitos, ele começa a raciocinar: ‘cadê meu dinheiro disso ou daquilo?’ Nesse momento, é preciso jogo de cintura. Você sabe que tem direito, mas aquele dinheiro não apareceu, o que fazer? Bater de frente ou fazer vista grossa? É bem complicado. Nessa hora, é importante saber que é bom estar bem com todo mundo, se não, numa próxima música, a galera vai começar a te boicotar, te tirar do mercado”, avisa.

A dupla Marquinhos e Dolores não chegou a se desfazer. Eles continuam na estrada e lançaram outras músicas, mas nada que se comparasse ao sucesso do Rap da Diferença. Com o tempo, a dificuldade em lançar novos trabalhos foi criando uma outra mentalidade na cabeça da dupla. “O Dolores foi retomando as atividades no comércio, mas temos alguns trabalhos na gaveta, esperando o momento certo para lançar”, diz. Enquanto isso, ele vai investindo na atividade de produtor.

Desde o começo, se depara com gente sem talento. E outros com grande potencial. “É bem difícil encontrar um artista completo. Ou o cara canta bem e escreve mal, ou vice-versa. Ou ainda o cara canta e escreve bem, mas, na hora de subir no palco, o artista some, não tem presença”, conta. Quando isso acontece, ele não se dá por vencido, e tenta ajudar, coloca uma pilha.

Já era para ter mais de dez MCs da Rocinha fazendo sucesso nas rádios e nos bailes. Tem aquela galera que chega no estúdio com um trabalho legal, com boa voz e performance de palco, mas que não se preocupa em trabalhar a música. Não vai até a rádio comunitária pedir para que a coloquem para tocar, nem pede para se apresentar nos bailes. É aquele que não se esforça, que acha que pode ir dormir e quando acordar, sua música vai estar tocando em todas as rádios”, lamenta.

"Rap da Diferença"
http://www.4shared.com/file/33470200/c4a8d563/Marquinhos_e_Dolores_-_Rap_da_diferena.html?

(Créditos Texto: Viva Favela/Vida Cultural - Foto: Claudia Duarcha)

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MC's André e Fabinho

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Um bairro bastante chique do Rio se rendeu ao funk e são os MC’s André e Fabinho que nos afirmam:

Alto da Boa Vista dança como você quer.”

Moradores da comunidade “Mata Machado”, André Faria de Carvalho e Fabio Leonardo de Souza são amigos desde pequenos e sempre iam juntos aos bailes.

Mais uma descoberta da Furacão 2000, esses dois meninos explodiram de emoção a massa funkeira.

Os MC’s emplacaram vários sucessos como: “Rap da Boa Vista”, Rap da Princesa”, “Rap do Direito”, entre outros e viraram figurinhas carimbadas nos bailes de todo Rio de Janeiro.

Talentosos, carismáticos e muito queridos pelo público o sonho da dupla era se firmar na carreira e dar um futuro melhor para seus familiares.

Para nós a humildade e a paciência está acima de tudo”, fala Fabinho

Fabinho é evangélico e André vive sua vida. Os dois estão afastados do funk.

Mais uma dupla que com certeza faz falta no movimento.

"Rap Alto da Boa Vista"

http://www.4shared.com/file/33448749/5dc73817/Andr_e_Fabinho_-_Rap_do_Alto_da_Boa_Vista.html?

Créditos - Texto e Foto: Claudia Duarcha

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MC Amilcka

18/05/2008 comentários


Conhecido no mundo funk como MC Amilcka, nascido no bairro da engenhoca Niterói/RJ.

Está história de sucesso vem de berço, irmão do consagrado "Serginho do pandeiro" (Mangueira) e filho do eterno "Mica" Amilcar quando sambista teve a oportunidade única de ser dirigido por um dos maiores diretores da televisão brasileira "Mauricio Sherman" no show Golden Brasil, hoje diretor do zorra total (Rede Globo).

Em 1995 o gosto pelo pancadão falou mais alto Amilcar no meio do seu show Golden Brasil no "Scalla Rio" cantava vários raps da época misturando funk com samba.

Neste mesmo ano participou de um concurso de Rap pela "Furacão 2.000", aonde descobriu que além de samba o funk corria em suas veias. Logo em seguida foi dada pelo "DJ Marlboro" a oportunidade de lançar o seu primeiro CD ainda com a dupla "Amilcka e Chocolate".

Cantor e compositor de vários sucessos tais como: "A nova geração", "A massa responsa", "Agita o caldeirão", "Som do morro", entre outros e o sucesso absoluto da novela américa "Som de preto", tema da personagem (Raissa) de Mariana ximenez. A autora Glória Perez entrou de cabeça contra o preconceito.

"É som de preto e favelado mais quando toca ninguem fica parado...", música considerada no mundo inteiro o hino do funk.

MC Amilcka tem músicas em mais de 30 coletaneas entre elas, o CD "Bem Funk Brasil" do DJ Marlboro (CD com mais de 300 mil cópias vendidas) e duas colêtanias lançadas no exterior e mais três dvd's com clipes de seus maiores sucessos.

Agora em carreira solo, acabou de lançar um CD com 16 faixas pela gravadora (cid) com antigos e novos sucessos e o mais novos hits "Pagofunk" e “Hoje eu tô bancando”, executadas em rádios de todo brasil e o super lançamento “Funk de Raiz” que já ganhou destaque na imprensa nacional.

Sempre ousado e procurando novos sons, MC Amilcka já participou de vários programas de televisão como:

Sem Censura (TVE)
Armação Ilimitada (Rede Globo)
Caldeirão do Huck (Rede Globo)
Central da periferia (Rede Globo)
Sabadaço (Band)
Boa noite brasil (Band)
Superpop (Rede TV)
Sucesso dos bailes (CNT)
Furacão 2000
Big Mix
entre outros...

Amilcka leva na bagagem o respeito e admiração de seus fãs por todo Brasil!

Cidades por onde Amilcka se apresentou: Curitiba, Porto Alegre, Florianópois, São Paulo, Vitória, Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília, Fortaleza, Belém, Manaus e Porto Velho.

Turne internacional: Estados Unidos e Bolivia

A musica humildade da favela entrou no game Fifa Street 3, MC Amilcka representando o Brasil.

A musica é faixa numero sete do seu CD solo "Aamilcka Som de Preto" pela gravadora CID à venda em todo Brasil.

Baixe "Massa Responsa"


Baixe "Nova Geração II"


Baixe "Funk de Raiz" (Musica Nova)


Créditos MC Amilcka - Release exclusivo para o Funk de Raiz
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Bob Run

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Moisés Osmar da Silva, nascido e criado na comunidade João XXIII, em Santa Cruz, desde pequeno era ligado em música. Foi na igreja, muitas vezes levado por sua mãe, que aprendeu tocar violão e compor suas musicas.

Na época em que estudava participou de vários concursos e festivais. O MC acredita que correr atrás dos sonhos é essencial para a vida, mas que não podemos esquecer das nossas bases e o estudo é uma delas:

Mesmo trabalhando muito na vida, eu sempre estudei. Fiz cursos técnicos e sou formado em contabilidade e eletrônica. Também fiz curso de inglês e por isso, falo e entendo um pouco da língua. Fiz vestibular para Direito e comecei a fazer a faculdade, mas não continuei.”

Moisés compôs a musica “Bob Run” que contava a história de um surfista, seu título foi uma “homenagem” ao cachorro de um amigo. Sucesso em Santa Cruz, as pessoas começaram a chamá-lo de Bob Rum, a partir daí Moises saía de cena para dar lugar ao MC Bob Rum.

Incentivado pelos amigos, Bob Rum que curtia musica popular brasileira, pagode, sambinha, resolveu fazer um Rap e criou o “Rap do Silva”. A musica falava de um pai de família, um trabalhador, um brasileiro, enfim... um funkeiro que curtia bailes para dançar e se divertir. Até que numa dessas brigas ele se dá mal, sem ter culpa nenhuma nas confusões armadas por quem não seguia o verdadeiro espírito do funk. O nome Silva escolhido propositalmente por Bob Rum, tem uma explicação:

Esse é o nome que tem a cara do povo brasileiro. A maioria carrega esse sobrenome junto a si ”.

O “Rap do Bob Rum” parou nas mãos de “Rômulo Costa” que não só gostou muito, como contratou o MC para fazer parte da equipe “Furacão 2000”, a partir daí Bob Rum estourou no Brasil inteiro e não parou mais.

No ínicio as dificuldades são bem maiores. A falta de incentivo na maioria das vezes desanima muitas pessoas a lutarem pelos seus sonhos. Felizmente não desisti dos meus...”

Bob Rum agradou a todos e uma das suas maiores fãs declaradas era Xuxa, a quem o MC tem muito carinho:

Xuxa ajudou muito o funk e a nós MC’s. Foi uma das primeiras a abrir espaço na TV para os funkeiros. Ficamos conhecidos no Brasil todo através das aparições em seu programa”, derrete-se Bob Rum.

O MC gravou 4 CD’s solos, suas musicas saíram em 14 coletâneas, “Está Escrito”, foi tema da novela Cristal no SBT, regravada por “Dado Dollabela” e agora está lançando seu 5º CD que será “Perfil”, serão quatorze musicas inéditas e 4 remixadas escolhidas pelo público, através de votação feita pela internet.

Minha cabeça não mudou com o sucesso. Eu sempre fui muito querido onde moro, em Santa Cruz. As pessoas me conhecem, pedem autógrafos... Acho isso legal, é reconhecimento ao meu trabalho.”

Bob Rum realmente é um cara simples, simpático, talentoso, humilde, extremamente atencioso e merece o nosso eterno carinho e respeito. O público espera ansiosamente por seu novo CD, que com certeza será sucesso de venda.

Ouça"Rap do Silva"

http://www.4shared.com/file/33450975/8d160baa/Bob_Rum_-_Rap_do_Silva.html?


Ouça "Está Escrito"

http://www.4shared.com/file/33450161/9d73af4a/Bob_Rum_-_Est_escrito.html?

Créditos Texto e Foto: Claudia Duarcha
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Concurso de Galeras

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Tão popular com os DJ's, MC's e apresentadores, a galera que ficava no meio da raça, junto com o povão, também tinha seus "quinze minutos de glória".

Os concursos mais famosos eram os que tinham como tema o Rap para contar pontos, muitas coisas eram importantes, mas a etapa do Rap era a que mais empolgava, pois era dali que saiam os MC's, chance de mudança na vida dos meninos das comunidades.

O grito da galera, que muitas vezes chegava a "arrepiar", o comportamento, critério importante, as turmas não deviam arranjar brigas e nem fazer nada de errado, a organização da galera, entre outros, eram responsáveis pela pontuação. Cada galera contava com cerca de 30 a 50 pessoas (até mais) no mulão!!

Concurso de galera foi o grande "divisor de águas" no movimento funk, através dele vieram os MC's e as montagens. Uma coisa ficou clara nesta época: "Galera unida se divertia unida!!!!!"
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Entrevista com MC Marcinho

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MC MARCINHO tira os "pinos" da perna, faz fisioterapia diária, dá a volta por cima e se sente feliz com sua vida pessoal e profissional! Marcinho contou um pouquinho de tudo para o Informe Musical.

Marcinho, já são mais de 10 anos de carreira sólida. Essa marca tem algum mistério?

Não! Não tem mistério, não! Eu nunca fui um artista de uma multi-gravadora. Procuro ser eu mesmo. Acho que a minha humildade é o que cativa e sustenta essa carreira. Respeito a todos! Trato todo mundo igual.

Quais foram e/ou quais são suas influências?

Nossa! Tem muitas! Minha musa era a Patrícia Marx, nem sei porque que ela sumiu, deveria voltar a cantar. Eu gosto de música romântica... Roupa Nova, Marisa Monte, Ana Carolina... Elas nem fazem força pra encantar! (rs) Sou louco pra assistir a um show da Ana Carolina. Sempre cobro isso da Lidiane (Produtora), mas quando ela ta por aqui, eu to sempre trabalhando fora do Rio.

Você tem veia artística? Sempre foi assim?

(Risos) Olha, meu pai era sambista, talvez isso tenha influenciado a gente. Na minha família tem muito talento (rs). Mas eu sempre fui muito tímido. Melhorei um pouquinho!

No que ou em quem você se inspira para compor?

Nas estrelas. Tenho mania de olhar pro céu, viajo nas estrelas... Também conto histórias de amigos meus e a minha história. Eu canto o que sinto... Gosto de ser verdadeiro!

Como é a sua relação com a sua gravadora e com o seu empresário?

Muito boa! A gente reergueu junto! Gratidão é uma coisa rara, mas nós somos muito gratos um ao outro. Na época em que procurei o Elton ninguém acreditava no meu trabalho, mas ele acreditou! No Natal anterior passei com minha Família e um pernil pra todo mundo. Nesse ano eu me ajoelhei chorando em frente à mesa e pedi a Deus com muita fé que nunca mais passasse um Natal daquele. E foi o último mesmo! Logo em 2001, quando comecei a trabalhar com o Elton, minha vida mudou. Fiquei muito feliz! A gente se preocupa. Sinto que ele me cobra as mesmas coisas que cobro dele. Sempre falo pra ele cuidar da sua saúde, investir e ter a cabeça no lugar! Nosso respeito e profissionalismo são mútuos. E a gravadora que ele fundou e é administrada pela Lidiane só beneficia e edifica mais o meu trabalho (rs).

Gostando de tanta música romântica, tanto artista fora do Funk, você é Funkeiro?

Sim, claro! Também gosto de muita gente de dentro do Funk. Buchehca, Sabrina, Sapão... Mas é que gosto de ouvir músicas românticas e tranqüilas na minha casa, no meu carro... Ouço Funk toda vez que vou trabalhar! (rs) Eu levanto a bandeira do Funk em qualquer lugar. Não concordo com muita coisa que acontece dentro dele, mas procuro respeitar. Que falem mal ou falem bem... Eu sou Funkeiro!

Você toca algum instrumento?

(Risos) To tentando terminar minha aula de violão... Coloquei uma meta pra mim. Até maio (data prevista para a gravação de seu DVD ao vivo) quero estar tocando pelo menos 2 músicas. Meu professor também é da Igreja e tem a maior paciência. E outra, já encomendei uma bateria, vai ser o próximo passo!

Você é evangélico. Mas é daqueles que freqüentam mesmo ou é meio fantasma, só vai às vezes?

Hoje eu to mais ativo e participante do que nunca! Fiquei muito tempo só prometendo e nada! Sempre tinha um churrasco ou uma cosia que me desviava. Agora decidi colocar meus pés no chão. Freqüento sempre!

Então agora você tem mais tempo pra Família?

Tenho sim! Minha Família toda é evangélica! Minha mãe é Missionária. O acidente foi um "puxão de orelha" na minha vida. Pela primeira vez passei um carnaval ao lado deles curtindo cada momento. Minha Família é tudo pra mim!(rs)

Você falou sobre o acidente. Todo mundo sabe que foi muito grave e inclusive tiveram dois mortos. Mesmo com tudo o que aconteceu você não parou de trabalhar. Por que?

Duas coisas não me fizeram parar e nem descansar. Estar com os Fãs me faz bem e... Necessidade mesmo! Apesar do sucesso eu não sou rico! Ajudo minha mãe e tenho uma Família! (rs) A minha reserva foi toda nas cirurgias que precisei fazer. Não dava pra ficar parado. E me fez bem sentir o carinho de todo mundo. É bom demais! (rs)

E como era a sensação nos palcos? Os olhares dos Fãs... Como você se sentia?

Caramba, inexplicável! É uma mistura de pena com torcida e fé, sabe! Todo mundo quer que eu fique bom logo, mas fica olhando com aquele "olharzinho de pena"... Ao mesmo tempo que incomoda, afaga! É muito pessoal... Ninguém quer andar mais do que eu. Fico sonhando com o dia que vou entrar de pé, andando sem muletas nos palcos. Vai ser a minha vitória embalada pelo carinho, amor, fé e calor dos Fãs.

E como você tem se tratado? O que tem feito para realizar seu sonho?

Faço fisioterapia diária. Presto a atenção em tudo o que a minha fisioterapeuta Adriana Nascimento faz e repito tudinho à noite. Ela até fala que eu sou muito esforçado (Orgulha-se!). Tem muita gente que desiste ou pede para parar porque dói muito, mas se eu quero andar vou ficar adiando pra que? Não deixo a dor tomar conta de mim, agora eu que a domino (rs). Eu também freqüento minha cardiologista, a Drª Jaqueline Sampaio e cuido da minha diabetes para ficar estabilizada. E não desisto nunca! (rs)

E quais são os planos pro futuro?

Andar, andar e andar! (rs) Quero poder gravar um DVD e guardar pra sempre esse momento! Se eu já estiver andando em maio (Vou estar!), vamos gravar o tão esperado DVD. Aguardem! Estão todos convidados! Compareçam! (rs)

Creditos http://www.informemusical.com.br/

Saiba mais sobre Marcinho:



Elite Records
(21) 3555-3942/ 3555-6281 e 7853-0644 / 24*69169
Lidiane Madureira: (21) 7853-0643 / 24*69170

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Ela será prontamente removida".
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"MCs Claudinho (in memorian) e Buchecha: pela evolução do funk"

17/05/2008 comentários
A dupla de MCs de sucesso nacional lança Destino, seu quinto e mais elaborado disco, com músicas que defendem as Feiticeiras da favela e o piloto Rubens Barichello.

No ritmo de um disco por ano, a dupla funk Claudinho e Buchecha – que ganhou fama nacional em 1996 com a música Conquista ("Sabe/ tchu ru ru ru/ Estou louco pra te ver/ Ê-êr/ Ó yes!") – acaba de chegar ao seu quinto álbum, Destino. Quis o próprio que os dois rapazes da cidade fluminense de São Gonçalo driblassem todas as armadilhas do sucesso rápido (que vitimou os outros astros surgidos no funk carioca do meio dos anos 90) e se estabelecessem como artistas pop, acumulando sucessos do calibre de um Quero Te Encontrar, Nosso Sonho, Xereta e Só Love.

O investimento em shows com banda de baixo-guitarra-teclado-bateria (no lugar do tradicional DJ dos bailes), iniciado dois anos atrás, começa agora a mostrar resultado nas faixas do novo disco. "Hoje a gente tem uma noção melhor de palco e sabe o que está acontecendo no campo harmônico", conta Claudinho. "Antes, a gente cantava à moda boi – tinha ritmo, mas não tinha afinação. Passamos a entender melhor isso quando começamos a tocar com banda." Recursos de estúdio à parte, Claudinho e Buchecha hoje em dia já conseguem encarar um voz-e-violão, como se pode ouvir na introdução de Canto Pra Não Sofrer / Niterói – S. Gonçalo.

Para gravar Destino, a dupla passou longos dois meses dentro do estúdio. "Os outros discos foram todos feitos meio na correria. Neste a gente teve mais oportunidade de trabalhar com a banda", diz Claudinho. Das gravações, participaram alguns dos músicos que vinham acompanhando os dois nos shows: o guitarrista Vinicius Rosa, o baixista Fábio Lessa e o tecladista Hiroshi Mizutani (que produziu algumas das faixas). "Ele já havia produzido Xereta e Carma Chinês (em Só Love, disco de 1998). Ganhou o contexto", revela o MC.

Para quem havia gravado uma versão de Tempos Modernos (Lulu Santos) no primeiro disco, Uma Noite e ½ (sucesso de Marina) no segundo, uma de Lilás (Djavan) no terceiro e outras de Lindo Balão Azul (Guilherme Arantes) e Carro Velho (Ivete Sangalo) no disco anterior, é no mínimo estranho não trazer nenhum cover de sucesso no novo CD. A razão alegada por Claudinho é que havia muitas músicas novas. "A dúvida nesse disco não era qual a música que ia ter que entrar, mas qual a que a gente ia tirar", conta, explicando que nem sempre é tão fácil assim fazer regravações. "Para regravar uma música, a gente tinha que achar uma forma para que ela ficasse igual ou melhor que a original."

Cabelo alisado com henê

Aos 25 anos de idade (mas tendo vivido "coisas que nem uma pessoa de 40 anos viveu"), Claudinho e Buchecha aproveitam Destino para dar recados sérios. Feiticeira, por exemplo, fala nas entrelinhas sobre discriminação. A personagem da música não é a onipresente Joana Prado, mas uma hipotética menina da favela, de pele cor de cera e cabelo alisado com henê. "Quando se fala em sereia, o cara logo pensa numa garotinha Zona Sul, uma patricinha. A música é um comunicado: na favela também tem sereia", avisa Claudinho. Já Espelho, é uma defesa do jeito de ser do piloto Rubens Barrichello, um dos ídolos do MC: "Não gostava muito de Fórmula Um, ainda mais depois da morte do Senna. Mas a gente notou que o Rubinho é um cara que não se entrega. Apesar de sacaneado pela mídia, ele não ataca quem o atacou e busca seu espaço com serenidade e humildade. Ele se acha capaz."

Não dá para deixar de notar, na contracapa do disco, os dois punhos com anéis que formam, respectivamente, as palavras amor e ódio, no melhor estilo gangsta rap. Mas, segundo Claudinho, isso é só uma lembrança dos tempos em que ele ia aos bailes funk todo produzido, com três cordões no pescoço e oito anéis nos dedos. "Amor e ódio são como a noite e o dia, o bem e o mal. Se você for ver, os anéis que dizem amor estão na mão direita – a gente sempre prega que o amor é mais forte. Isso é para fazer as pessoas refletirem sobre o que elas perdem com o ódio e ganham com o amor".

Claudinho e Buchecha se sentem compromissados com o público funk que os acolheu no começo da carreira – por isso, não deixam de incluir faixas no gênero em seus discos. "Esse público amadureceu, mas gosta de lembrar o que curtia na adolescência", explica o MC. Ele só não concorda muito é com os rumos que o funk andou tomando ultimamente, nas melôs das popuzudas e congêneres. "Se caiu na graça do povo, é porque é bom", começa, diplomático. "Mas acho que [o tema das popozudas] está... muito persistente. Você liga o rádio nos programas de funk não ouve mais as músicas internacionais, de Tony Garcia e Trinere, ou as de William e Duda, Cidinho e Doca. É só popozuda pra cá, popuzuda pra lá... Parece que é tudo a mesma música. Não tem conteúdo, não tem nem como dar uma explicação sobre as músicas. Se entrevistarem o autor ele vai dizer o quê?", divaga. Mas ele acha que a situação pode melhorar: "A música brasileira é muito rica, o brasileiro tem imaginação. O ritmo ajuda, mas quando tem uma letra que o cara pode estudar, ela prende ainda mais a atenção."

"Essa nao e´ uma homenagem sobre a trajetoria como fiz com outros MC's, mas sim uma forma de carinho ao Claudinho. O Cara faz falta e sem duvida nenhuma era o alicerce da dupla."

Recomendo:

Claudinho e Buchecha: Programa faz homenagem

A nova temporada de Por toda a minha vida vai contar a história da dupla Claudinho e Buchecha. O programa falará da trajetória profissional dos funkeiros e lembrará do acidente de carro que matou Claudinho, há seis anos. A produção da Globo vai ao ar no segundo semestre deste ano. O episódio de estréia homenageará os Mamonas Assassinas, o próximo, a cantora Dolores Duran, e, então, o Chacrinha. Os dois primeiros programas já foram gravados.

(Créditos texto: CliqueMusic.uol)http://cliquemusic.uol.com.br/br/home/home.asp

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Raffa Carioca

16/05/2008 comentários

Rafael Cardoso é o MC Raffa. Há 15 anos na estrada, ele cantou pela 1ª vez no Festival de Galeras do Mauá em São Gonçalo. "Rap da atividade" falava das mulheres que traíam os homens enquanto eles brigavam nos bailes.

Depois vieram: "Vou me acabar", falando das luzes, dança e do ritmo funk, "Rap da Ciranda" sobre um sonho louco, "Menina linda", essa a letra falava de sua experiência com uma menina que deu um fora nele mesmo, "Rap do Chinelo", sobre o desprezo dos playboys contra os mais humildes, "Briga Demais", sobre as brigas nos bailes e a transformação do brigão em bom rapaz e o "Rap da Lei", onde o MC falava que era o xerife e a lei um cometa da alegria que chegava pra ficar.

Foi com esse rap que ele chamou a atenção do DJ Dedé da Furacão 2000. Dedé encomendou um rap que falasse da Furacão 2000 e foi assim que nasceu o "Rap da Tradição". Com este rap Raffa estourou em todas as paradas, alcançou o sucesso de vez e fincou sua bandeira na história do funk.

Pelo jeito a sua trajetória estava escrito nas estrelas ou melhor na letra do seu próprio rap: "... Sou o cometa da alegria que chegou para ficar."Ele continua cantando, fazendo shows e virou "amuleto da sorte" para algumas torcidas no Norte/Nordeste do Brasil, a sua segunda casa.

Raffa hoje é um dos nomes mais fortes no meio musical em muitos estados nesta parte do nosso país.

Isso aí Raffa, direto do morro do Feijão para os corações dos brasileiros.

"Eu tenho muito orgulho em dizer que minha trajetória estava escrito nas estrelas ou melhor na letra do meu próprio rap: "... Sou o cometa da alegria que chegou para ficar." Acredito que ainda tenho muito chão pela frente e continuo trabalhando duro atrás dos meus sonhos e ideais. Obrigada à todos pelo carinho, respeito de sempre. A recíproca é verdadeira!!!!!!!!" , conclui Raffa

Ouça "Rap da Tradição"

http://www.4shared.com/file/33479122/67de271e/Rafa_-_Rap_da_Tradio.html?

Créditos - Texto e Foto: Claudia Duarcha

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MC's Junior e Leonardo

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Nascidos e criados na favela da Rocinha, Junior e Leonardo são parte da história do maior movimento cultural de massas no Brasil hoje: o funk carioca. Na estrada desde os anos 1990, os irmãos MCs gravaram o primeiro disco inteiramente dedicado a uma dupla de funkeiros e o primeiro clipe de funk nacional. Seu maior sucesso, o Rap das Armas é o mais polêmico da história do funk e continua a produzir debates, especialmente depois de ter sido incluído na trilha sonora do não menos polêmico filme Tropa de Elite (2007).

A dupla de MCs surgiu dos concursos de rap que eram realizados pelas equipes de som nos bailes nas favelas do Rio de Janeiro nos anos 1990. Portanto, suas músicas expressam a voz da juventude das favelas e periferias, seus anseios, suas dores e sonhos.

Embora o funk seja o estilo musical que identifica o trabalho de Junior e Leonardo, suas influências misturam outros sons e ritmos. Filhos do forrozeiro Chico Mota, que tocou com Jackson do Pandeiro, os MCs carregam a tradição do forró pé-de-serra, bem como do coco e outros ritmos populares. Além disso, são compositores da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, numa mistura samba-funk contemporânea e representativa da cultura popular brasileira.

Mais recentemente, MC Leonardo passou a integrar o corpo de colaboradores da Revista Caros Amigos, com uma coluna que busca apresentar a realidade da vida na favela e sua relação com a sociedade mais ampla.

Apesar do mercado do funk hoje ser dominado por temas pornográficos e estabelecer uma autocensura com relação a letras mais elaboradas e críticas, Junior e Leonardo continuam a fazer a poesia da favela, sem se renderem aos apelos mercadológicos e nem à sedução da apologia ao crime. Desse modo, fazem do funk um importante instrumento de comunicação popular, voltado para fazer pensar e transformar a realidade em que vivemos.

Os MCs também vêm liderando um movimento pela aprovação de uma lei federal que defina o funk como movimento cultural popular e que contribua para que esses artistas sejam reconhecidos e protegidos contra qualquer tipo de discriminação, bem como do desrespeito aos seus direitos como profissionais.

Junior e Leonardo acreditam que com a proteção do Estado e com a organização dos funkeiros será possível garantir o respeito à diversidade da produção musical funkeira e fazer do funk uma alternativa de lazer consciente, trabalho prazeiroso e perspectiva de vida para a juventude de favelas e periferias.


Ouça "Endereço dos bailes"

http://www.4shared.com/file/33461100/433225ef/Junior_e_Leonardo_-_Endereo_dos_bailes.html

Ouça "Rap do Centenário"

http://www.4shared.com/file/33462066/ef7ce285/Junior_e_Leonardo_-_Rap_do_centenrio.html?dirPwdVerified=1fd38dc7

Créditos - Texto: Adriana Facina/Foto: Claudia Duarcha
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MC's Xande e Cabeça

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Xande e Cabeça

O inicio da carreira de Xande e Cabeça foi igual a da maioria dos cantores de Rap, participando do festival de galeras. Foi quando o mulão da Rua I de Padre Miguel, os chamou para cantar na etapa de melhor Rap.

Desde então, os dois MC’s não pararam mais. Com a “Dança da Bundinha”, seu primeiro sucesso, o “Rap do Cavalo de Aço”, o “Rap do Uni-duni-tê” e o “Rap do Casamento”, invadiram as rádios cariocas.

Os dois MC’s gostam de funk desde pequenos e sempre quiseram ser cantores famosos. Para eles “Grandmaster Raphael” e “Fabinho da Las Vegas” são os melhores DJ’s e têm como musas do Funk, “Trienere” e “Dina”.

Ouça "Rap da Bundinha"

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MCs Jr. e Leonardo "Realidade em Discussão".

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“Dizem que a bala é perdida... Mas quem tá perdido é a gente,
Salve-se quem puder... Porque no Rio o chumbo é quente.”


Com a estrofe da música Rio Chumbo Quente, os irmãos e Mc´s, Júnior e Leonardo - o primeiro morador da Rocinha - confirmam o medo, a insegurança e o fogo cruzado, entre bandidos e policiais que vive toda a sociedade. A composição foi feita especialmente para o filme “Bope – Tropa de Elite” que está em fase de edição. Eles foram convidados para fazer a trilha sonora e atuar como os próprios Mc´s. A inspiração não poderia ser diferente, veio do local das gravações do longa-metragem: "Assim que entrei no local da filmagem, eu já pensei na letra", diz Mc Leonardo.

A música chama atenção para questões importantes e levantadas principalmente nas comunidades, como o veículo blindado do BOPE ( Batalhão de Operações Policiais Especiais), conhecido como o Caveirão e os policiais militares, treinados para deixar corpos no chão:

"É um absurdo dentro do Rio de Janeiro, a gente ter que concordar que ele (caveirão) se faz necessário. Ele se faz necessário para apaziguar no caso da polícia ficar em situação de acuamento, de cerco, dentro das comunidades. Mas como não são treinados para esse tipo de combate, mostram que são treinados para deixar corpo no chão. É um grupo de extermínio legalizado que sai com disposição para matar. Queremos fazer as autoridades entenderem que não pode combater crime com crime", diz Mc Leonardo.

Os MCs não temem serem mal interpretados pelo tráfico nem pela corporação militar, e deixam claro que a música retrata o que vivem no dia-a-dia: "Os próprios traficantes e policiais sabem do que estamos falando. A Secretaria de Segurança Pública trata a violência de uma forma que os policiais e os traficantes vêem isso (se referindo a troca de tiros) como uma guerra particular”, afirma Mc Júnior.

Ao serem perguntados se é difícil falar de assuntos tão sérios nos bailes funks, os Mc´s respondem que sabem o papel que lhes cabem: "O funk tem a responsabilidade triplicada de falar da realidade, principalmente por sair de onde sai. Nós temos que colocar na hora do divertimento assuntos sérios, só no Rio somos 3 milhões de funkeiros e na verdade tem muita gente esperando que ele (funk) fale sério. Porque não usá-lo como meio de comunicação no Rio?", questiona Júnior.

Os menores de idade retratados como os “despreparados” para enfrentar a polícia e outras facções criminosas, além dos armamentos pesados, utilizados pelo tráfico, são outros fatores citados na música. De acordo com os Mc´s ela foi feita para ser ouvida por todos que convivem com tais realidades: o vizinho e a molecada de 10, 14 anos. "Mas se atingir outras “tribos” que entendam o que queremos dizer, é recompensador", diz Mc Leonardo.

A dupla completa mais de quinze anos de carreira e na década de 90 fez sucesso nos bailes funks com o Rap do Centenário, sobre o time de futebol flamengo “vai flamengo, balança a rede do adversário” e o Endereço dos Bailes: “ Peço paz para agitar, eu agora vou falar o que você quer escutar, se liga que eu quero ver, o endereço dos bailes eu vou falar para vocês”. O que pretendem continuar produzindo são músicas conscientes, que retratem os problemas das comunidades e a realidade que eles vivem.

"A gente não levanta a bandeira particular de ninguém. Nós estamos levantando a bandeira de todo mundo", afirmam os Mc´s. Para os leitores, colocamos a letra na íntegra:

Rio Chumbo Quente ( Mc Júnior e Mc Leonardo)

Infelizmente já morreu muito inocente
Nessa guerra deprimente
Onde reina a lei do cão

A decisão para combater vagabundo
Prejudica todo mundo quando é o caveirão
Os Caveiras são treinados para deixar corpo no chão
Os Bandidos sabem disso e trocam tiro de montão

Dizem que a bala é perdida
Mas quem tá perdido é a gente
Salve-se quem puder
Porque no Rio o chumbo é quente

E facilmente várias armas e vários pentes
De calibres diferentes vêm chegando no morrão
Vem munição de toda parte do mundo
Vários tiros por segundo
Lança míssel, granada e rojão
“Pros” menores despreparados cheios de disposição
Para enfrentrar a polícia e o bandido alemão
Traficantes, Governantes, por favor pensem na gente
Salve-se quem puder
Porque no Rio o chumbo é quente.

(Creditos: Site Viva Favela)
  • Ouça o Rap das armas

http://www.4shared.com/file/33461234/6d340c6c/Junior_e_Leonardo_-_Rap_das_armas.html?dirPwdVerified=1fd38dc7


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A Lei a favor do Funk

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O funk carioca é um ritmo musical que nasceu nas periferias da cidade e que estourou na década de 90, com o LP Rap Brasil, do hoje famoso DJ Marlboro. Já se passaram quase 20 anos e muitos profissionais já viveram o auge e a decadência por falta de uma melhor estrutura. Um grupo de pessoas que atuam como MC, DJ e produtor do gênero se juntaram para tentar a Associação dos Profissionais e Artistas do Funk (APAF). A intenção do grupo é dar todo o suporte jurídico e criar uma assessoria de imprensa para os artistas. Um dos planos, segundo o MC Leonardo, um dos idealizadores da associação, é criar um site que reunisse todos os trabalhadores e que lá tivesse contato, página pessoal, entre outras coisas.

"Já me falaram várias vezes que a unificação não daria certo e que já houve várias tentativas, mas ninguém trouxe uma alternativa. O funk precisa de união para ser mais reconhecido e valorizado. Enquanto o axé, por exemplo, consegue patrocinadores para os eventos, o funk não pode, porque não é reconhecido como patrimônio musical e nem cultural
”, explica o MC. Segundo ele várias questões poderiam ser resolvidas com a adesão de mais pessoas ao movimento. “Com a associação nós vamos regularizar a situação dos DJs, do plágio, limites para a pornografia. Um baile com o logotipo da APAF será respeitado”.


Para que saia do papel é preciso antes que o grupo encontre uma sede, já que é exigência do cartório. “Nós já estamos fazendo as reuniões há dois meses, em locais diferentes, na tentativa de trazer cada vez mais pessoas. Nossa meta é atingir, a princípio, 300. Estamos procurando um escritório no Centro da cidade”, explica Mário Almeida, DJ e empresário do grupo Os Caçadores.A falta do reconhecimento da profissão do Dj é uma outra reclamação dos profissionais do funk, segundo Mario. “Nós não somos reconhecidos como profissional. Uma pessoa que trabalha em uma boate ganha diferente de quem trabalha em uma equipe de som. Não acho justo”, completa. Para Leonardo, o DJ de funk é o mais injustiçado: “É um absurdo uma boate que cobra R$20 por pessoa e só pagar R$ 60 para o DJ. É ele que tem o swing da noite. Ele que sabe o que faz sucesso ou não”.

Outro ponto que a associação quer solucionar está relacionado com os direitos autorais dos artistas. “Alguns MC’s só estão preocupados se as músicas estão tocando nas rádios, mas não sabem o que é fonograma. Eles precisam se preparar para conhecer a arrecadação do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição ). Queremos que os artistas estejam melhores preparados”, explica Leonardo.Para o historiador Fernando Pinheiro a associação vem para dar mais apoio aos MC’s, que para ele é o elo mais fraco. “Os MC´s quando começam são inexperientes e acabam sendo usados só naquele momento. Colocam na mídia, fazem sucesso com uma música e depois somem”.

Um exemplo é a famosa Ah, eu tô maluco!!!, cantada pelo MC Maluco. Sucesso nos bailes, em 1997, ele não conseguiu emplacar mais nenhuma composição. Há casos como o MC Leozinho, que depois do sucesso de Ela só pensa em beijar, já tem sua editora e paga os seus fonogramas, mas sozinho não consegue atingir os locais que as equipes Big Mix e Furacão 2000 conseguem.

A associação quer o apoio dos grandes produtores como Rômulo Costa e DJ Marlboro participem. “Nós queremos dialogar com eles”. Para os organizadores, o principal objetivo é transformar o funk em patrimônio cultural. Caso isso aconteça, muitos problemas serão eliminados. “Se for patrimônio ninguém vai poder proibir a realização de um baile e poderemos usar a Lei Rouanet entre outros incentivos culturais. Legalmente, a gente nem existe. Nós não queremos apenas reconhecimento, queremos regularizar a nossa situação”, afirma Leonardo.

O grupo quer mostrar que o funk já atingiu todo o país e o mundo. “Nós fazemos uma coisa 100% nacional e que começou na periferia. Hoje só tem dois grupos de funk na Cidade de Deus, isso não pode acontecer”, argumenta Mario. Mas eles não pensam em desistir e tomam o samba como exemplo. “O samba foi muito discriminado e hoje ele é patrimônio. Vamos conseguir isso com o funk também”, complementa.

O historiador Fernando dá algumas dicas para os organizadores da associação. “Eles poderiam dialogar com o hip hop, conversar com o poder público, porque sem eles nada pode ser feito e continuar com a luta. Até porque o funk é uma manifestação e um estilo musical de sucesso da atualidade”.

(Creditos: Viva Favela)

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Mr. Catra

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Em um sábado frio e chuvoso, trombamos com Mr. Catra no hall de um hotel no Centro de Porto Alegre. Grande autoridade do funk brasileiro, bombando em pistas da França, da Alemanha e de Israel, o cara foi metralhado por uma série de perguntas.

No entanto, o tempo de Catra é escasso. Eram 23h, o cara tinha passado as últimas sete horas dentro de um avião e ainda não tinha nem jantado. Para completar, uma maratona de quatro apresentações na mesma noite o aguardava.

Sem perder o bom humor, Mr. Catra respondeu tudo o que deu tempo para perguntar.

E aí Catra, tá chegando de onde?

Catra: Cara, tô chegando de Manaus. Sete horas dentro do avião. Três horas de Manaus para Brasília e mais quatro horas para cá.

E aqui em Porto Alegre você vai fazer quantos shows?

Catra: Quatro, mas não é muito, no Rio eu já cheguei a fazer 16, começando às duas da tarde e terminando às quatro da manhã.

Cara, na música “Adultério”, você canta em cima da base da “Tédio”, do Biquíni Cavadão, que liberou numa boa. Você já teve problema com alguém que não quis liberar uma música?

Catra: Não, mano. O legal é que isso dá uma energia nova na música. O “Tédio” é um clássico do rock nacional então eu procuro fazer essas paradas em cima dos clássicos para o pessoal saber a origem. Só faço paródia de música nacional, tá ligado? Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento...

Você teve uma banda de rock que se chamava Beco, o que você tocava?

Catra: Eu cantava, mandava ver no rock’n’roll.

E como era o som do Beco?

Catra: Era pós-punk, bem legal, uma época boa. Depois disso montei uma banda de hip-hop com o DJ Neurose, que hoje tá trabalhando com o Gabriel, O Pensador. Mas algum tempo depois achei essa cultura maravilhosa da música eletrônica brasileira, que é o que há de mais moderno no País hoje.

E como foi essa virada do hip-hop para o funk?

Catra: Mano, o rap e o funk andam lado a lado, tá ligado? Porque é papo de gueto, é papo de favela. Então foi natural.

Em que bairro do Rio você nasceu?

Catra: Eu sou da Zona Norte, da Tijuca.

Alguns funkeiros dizem que essa parte do proibidão é imposta pelos traficantes locais, que obrigam o cara a cantar certas músicas, isso é verdade?

Catra: Não sofre pressão, não. O que rola é que aquela música é o som que a favela canta para a favela, então são músicas que ninguém sabe o autor e neguinho passa pra gente cantar. Mas não tem pressão nenhuma, canta quem quer. Ninguém ganha nada cantando proibidão.

No circuito funk é impressionante o número de shows que os cantores fazem em uma mesma noite. Como é que você se prepara para uma noite de trabalho dessas?

Catra: Ah, mano, tem que treinar que nem jogador de futebol, tem que ter preparo físico.

E que preparação física é essa que você faz?

Catra: Eu pedalo e nado todos os dias, senão não banca, mano.

A voz, como é que fica nessa história?

Catra: Graças a Deus tenho meu técnico de som que me dá a maior força, fortalece legal a voz na mesa e eu não preciso forçar tanto.

Catra, pra finalizar, qual sua droga favorita e qual a melhor noite do Rio de Janeiro?

Catra: Porra, a melhor noite pra curtir? Depende de que noite você gosta. Se o cara quer uma noite sensual e erótica, tem que ir na 4x4, Café Paris, Cancun e a 502. Que são centros de lazer, saca, filhote? (risos). Se você quer uma boate legal tem Baronete, Cat Walk. E a The Week e a La Girl que são da rapaziada GLS, mas é legal para o público geral. Pra curtir e ver que não tem neurose, é o símbolo da liberdade. Você não precisa ser GLS para freqüentar o lance. Pode ir na moral que ninguém vai te agarrar.

Na tua área, lá na Zona Norte?

Catra: Porra, na Zona Norte a gente tem o Olímpico, que tá bombando, tem o Circo Voador, Alto Lapa ... Porra, mas me esqueci de falar qual a droga que eu uso, né? De vez em quando eu tomo um uísque e não vou falar de maconha porque maconha não é droga, tá ligado? Fui! Abraço!

Ouça "Bonde do Justo"

http://www.4shared.com/file/33475399/5aaa4c8b/Mr_Catra_-_Bonde_do_justo.html?

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Radio Imprensa: "A casa do Funk"

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Pouso certo para os funkeiros, a Radio Imprensa foi e deve ser considerada o melhor "habitat" do movimento. Afinal, foram mais de 20 programas diferentes, tocando quase 24 horas no ar. O sucesso chamava-se FUNK, crianças, jovens, adultos ficavam sintonizados nesse ritmo, retratando o verdadeiro espírito do povo.

Entre tantos programas estavam Clube do Balanço, Furacão 2000, Som na Caixa, Las Vegas A melhor do Rio, com DJ's Lucas, Fabinho e Nando, Soul Charme 1, com DJ Arthur, Ronnie Rap faz a Festa, Grand Master Mix com GrandMaster Raphael, entre outros programas que deixavam a audiência rindo de orelha a orelha.

No auge da Radio Imprensa a diretora Eunice Khoury, chegou a dizer: "Existem, as vezes, uma preocupação de certos setores da imprensa, na completa derrubada deste fenómeno que cresce a olhos e ouvidos vistos. Entretanto, ate Xuxa se deixa balançar ao som do que e´ óbvio, o sucesso do Funk. Ou melhor "xuxexo". Ate mesmo os grandes comerciais não tem conseguido resistir e tem se calçado no funk"

Não pense que era exagero, quem conheceu o poder da Radio Imprensa lembra que ate as grande emissoras de rádios, tiveram que se curvar ao reinado funk e sem pre-conceito, mesclaram com seus rocks, dances, musicas românticas e outros ritmos, o tão pedido RAP.

Por mais que alguns torcessem o nariz ou fizessem cara feia não adiantava: O FUNK DAVA IBOPE, MESMO!!!!!!

Não podemos esquecer também das inúmeras chances que os programas da radio davam aos jovens que sonhavam em algum dia ser um MC de sucesso. A Radio Imprensa sabia que despertava muitos talentos e aproveitaram para dinamizar e apoiar esses jovens.

Lembro aqui mais uma citação da diretora Eunice Khoury: "Acontece, que os grandes "supostos" moralistas que insistem em condenar este novo espírito, são os que, no mesmo veiculo utilizado para condenação, espalham as suas ideias onde a família e´ desmoralizada, o crime destacado e quase "abençoada" de tanto que e´ divulgado. Fica aqui a lembrança as autoridades e aos grandes e pequenos anunciantes. Incentivem o funk, acreditem nesta força e aproveitem de forma positiva este engenho. Um flor necessita ser regada para crescer e, logo, retribuir com sua beleza e perfume".

Uma homenagem a melhor radio de todos os tempos: RADIO IMPRENSA.
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A Voz do Funk

15/05/2008 comentários
Uma questão de referencial


Alguns jovens no desejo de melhorar de vida muitas vezes são iludidos por uma falsa e perigosa realidade que é o envolvimento com o famigerado trafico de drogas.

Mas graças ao funk muitos puderam mudar, melhor dizendo, mudaram. Os jovens, no auge dos MC's e festivais de rap's, estavam com novas perspectivas de vida, uma nova esperança.

Por mês as equipes de som recebiam em media 100 (cem) fitas K7 com Rap's de vários jovens de varias comunidades que sonhavam um dia se tornarem MC's, DJ's ou ate mesmo empresários do funk.

"A maior tristeza é ver o rumo do movimento hoje. Antes sofríamos com o medo de acabarem com o Funk, a justiça perseguia os bailes, donos de equipes e os funkeiros eram vistos como marginais. Passamos por tudo isso de cabeça erguida e vencemos. Hoje o funk está sem opção desde as suas produções, aos bailes que não existem mais. Eu sou funkeira de raiz, curto a época do Miami, Festivais onde surgiram os MC's e hoje tenho sérias restrições ao que ouço. Não acredito que falar palavrões, fazer apologia a essa ou aquela facção seja forma de entretenimento, pelo contrário, isso faz com que nos discriminem por mais esses ingredientes e muitas vezes a questionar se é funk ou não.
Quero MC's com letras bem produzidas e de qualidade, bailes funk com equipes, festivais de Raps e galera e confrontos musicais. Vamos começar a mudar essa mesmice imposta pela mídia e mostrar que o funk pode sim ser considerado cultura."

Queremos o direito de escolha!!!!!!!
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Cashmere

14/05/2008 comentários
Em 1995 o grupo já tinha 10 anos de estrada e muitas histórias para contar. Experientes, curtiam esse lado veterano no movimento. Não é por menos. Afinal, essa façanha não era para qualquer um.

Amigos de longa data, são extremamente companheiros e tem uma forte união. Magoo, Dinho, Moa e Léo desde cedo descobriram que tinham em comum, além da forte amizade, a paixão pela dança e pela musica. A idéia de formar o grupo surgiu de uma brincadeira que acabou tornando séria, eles não só criavam as suas próprias coreografias como também os figurinos.

O grupo caprichou tanto, que chamou a atenção não só dos freqüentadores dos bailes, como também dos produtores de televisão, eles participaram dos programas: “Clube da Criança - Xuxa (Manchete)”, Chacrinha (Rede Globo), “Gugu Liberato (SBT)”, “Chico Anysio (Rede Globo)” e “Faustão (rede Globo).

Nascidos e criados em Madureira, os meninos queriam ser mais do que apenas bons dançarinos. Decidiram então seguir os conselhos da madrinha Xuxa e começaram a compor e cantar. O retorno foi imediato: estouraram a “Melô do dá dá dá”, no LP Funk Brasil 2 e no ano seguinte firmaram a cadência e detonaram com a “Melô do Zé” e a música “Vem amor” faixa do LP Funk Brasil 3.

Em 1995 gravaram o seu primeiro LP solo “Segura” pela EMI-Odeon, repertório escolhido a dedo pelo grupo, pois queriam que tivessem suas identidades, o disco foi sucesso absoluto de venda, revelando o amadurecimento profissional e o talento do grupo. Juntando todas as faixas do disco, dava para fazer uma grande brincadeira:

SEGURA, CORAÇÃO. VOCÊ É TUDO PRA MIM, quero FELICIDADE pra nós DOIS, porque você, é MEU FRUTO DO PECADO. ME ABRAÇA, sua FILHA DA FRUTA (risos..). eu sei que um dia ELA VAI ME AMAR, num futuro próximo, no BRASIL 2000, vai acontecer O NOSSO AMOR”, fala Dinho.

O grupo assumiu o melody como repertório principal, investiu pesado nessa vertente do funk e virou referência para muitos MC’s que vieram depois. Hoje o grupo continua trabalhando na música, porém cantando pagode.


Ouça Segura


Créditos Texto e Foto: Claudia Duarcha
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MC's Coelho e Dinho

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“Com fé em Deus Amigos vamos juntos cantar,vem pra Cidade Alta, vem comigo dançar...”

Muitos conheceram esse verso, muitos conheceram essa música e muitos dançaram ao som dessa música.

Início de 1996, um sonho de criança se tornou realidade. Na voz de duas pessoas simples, mas de grande coração, surgiu um dos maiores sucessos da música funk do Rio de Janeiro.

Ricardo Oliveira (MC Coelho) e Humberto da Conceição (MC Dinho) brilharam cantando o “Rap 100% Lazer”.

Tudo que eles queriam era mostrar que também podiam estrelar nos palcos dos Bailes do Brasil, falando um pouco de sua comunidade (A Cidade Alta).Conseguiram...

E hoje estão voltando para reeditar o sucesso de alguns anos atrás com a finalidade de reunir todos aqueles que curtiram suas músicas: Rap 100% Lazer, Bonde 100%, Liberdade da Alta e Dunas.

"Um super abraço e é 100 % Lazerrrrrrrrrrrrrr...", dizem Coelho e Dinho

Músicas
*Rap 100% Lazer
*Rap Bonde 100%
*Liberdade da Alta
*Dunas
*Chapa Quente

Ouça "Rap 100% lazer"
http://www.4shared.com/file/33826030/76484219/Coelho_e_Dinho_-_Rap_100_Lazer.html?

Ouça "liberdade da Alta"
http://www.4shared.com/file/34188749/d5d7a2b/Coelho_e_Dinho_-_Liberdade_para_Alta.html?

Créditos: MC Coelho - Texto e Foto
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D’Eddy

13/05/2008 comentários


Ex-estudante de economia largou sua carreira de assistente financeiro, numa multinacional, para se dedicar a musica. Contratado por Xuxa para cantar em todos os seus shows pelo país, Edimar Pedro Santana se sente realizado profissionalmente.

Além de viajar por todo o Brasil, trabalhando em seu LP “Quero ver voce dançar”, sucesso absoluto de vendagem por todo país e carreira, D’Eddy produziu os grupos New Vice e Black Music e a dupla de MC’s Rodrigo PNC e Paulo Show, isso lhe trouxe muita experiência profissional.

Nascido na cidade maravilhosa, se mudou quando pequeno para São Gonçalo, onde mora até hoje. Chamado por alguns amigos de Di e por outro de Edi, o cantor juntou os dois e virou o D’Eddy. Sempre muito estudioso, o cantor fazia economia e trabalhava com o DJ Magal, na empresa Geotécnica.

Numa festa junina, foi chamado pela irmã de Mister Mú para ser motorista do cantor, a partir daí passou a acompanhá-lo em seus bailes, foi quando decidiu participar do concurso de rap da “Furacão 2000”, no Clube Mauá de São Gonçalo, representando as galeras do “Mutuapira e Boa Vista”.

Foi um estouro! D’Eddy abria as portas para o rap-funk genuinamente carioca.

Por causa da dimensão de seu trabalho, por todo Brasil, anos mais tarde tirou ao MC de seu nome artísitico. Na época algumas pessoas não viram isso com bons olhos, acharam que o MC estava renegando as suas origens.

“Hoje sou um artista Funk, faço de tudo um pouco então não posso carregar a sigla MC porque não estaria sendo justo com todo o trabalho que tenho feito e minha experiência profissional”, explica o cantor-empresário-produtor

Cobiçadíssimo pelas garotas devido ao seu estilo sensual e elegante, o cantor acha que a fama é resultado e o reconhecimento de seu trabalho:

D’Eddy continua criando e produzindo, está cantando por todo o Brasil e se apresentando nas festas que homenageiam o funk de raiz pela cidade.

Pouco tempo eu o conheci pessoalmente e pude constatar o quanto é carismático e atencioso com todos à sua volta.

Ouça "Rap do Pirão"

Créditos Texto: Claudia Duarcha/Foto: D'Eddy
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Ademir Lemos

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Ele foi visto pela primeira vez pilotando uma vitrola em um dos grandes bailes promovidos na cidade no final dos anos 70, inicio dos 80. Na época, os DJ’s eram chamados apenas de discotecários e Ademir Lemos, juntamente com Monsieur Lima e Big Boy, em pouco tempo se tornou sucesso.

Muitas águas já passaram, mas ninguém pode negar que Ademir é um dos grandes dinossauros do funk brasileiro.

Se o final da década de 80 não foi tão produtivo para Ademir, os primeiros anos de 90 marcaram sua vida. Foi quando produziu junto a DJ Marlboro e Guto, o disco Funk Brasil que entre outros sucessos, trazia as “Melô da Aranha”e “Melo do Ricardão”.

Mestre de uma escola que tem entre seus alunos mais bem sucedidos, o DJ Marlboro, Ademir parecia ter a rara virtude de renascer sempre quando menos se espera. O velho discotecário não parava, produziu e lançou um disco que sacudiu a galera e na época continuava animando as noites na Justinu’s de Caxias onde promoveu festas durante anos.

Vítima de um câncer Ademir morreu, deixando muitas saudades para o movimento.

Nossa pequena homenagem à um dos caras mais loucos e talentosos do Funk.

Ouça "Rap do Arrastão"


Créditos Texto e Foto: Claudia Duarcha
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Beco das Sardinhas

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Conhecido por todos os funkeiros do Rio, o Beco da Sardinha, esquina da Rua Miguel Couto com a Marechal Floriano (Centro/RJ), foi o point mais schock do Rio. O ponto era encontro de mulão, donos de equipes, DJ's, MC's, produtores e fãs do movimento.

Todas segundas-feiras à partir das 15:00h, as pessoas envolvidas no funk se encontravam para discutir o que aconteceria durante a semana, marcar e contratar shows, divulgar músicas, bater papo, paquerar etc...

O encontro era embaixo da Rádio Imprensa mas os vizinhos começaram a reclamar. Assim, Romulo Costa deu a idéia do Beco da Sardinha.

O Beco virou um sucesso depois de um anúncio na Radio Imprensa, meninas de todo o Rio iam atrás dos seus ídolos, só que as vezes não os encontravam, pois alguns devido a fama não podiam freqüentar lugares públicos. Entre um chopp bem gelado e um peixe frito, no meio do falatório, romances acabavam e começavam.

O Beco da Sardinha virou um dos lugares mais tradicionais do movimento.
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MC Galo

12/05/2008 comentários: 3

Ele é a história do funk em pessoa, um dos MC’s mais talentosos e respeitados no movimento, referência pra muitos de sua geração e citados por outros no funk atual.

Everaldo Almeida da Silva, o MC Galo, nascido em 1975 numa família de origem mineira, que lhe deu oito irmãos. O apelido, veio porque, quando moleque, só andava pela rua cantando. Guardador de carro e pegador de bola em quadra de tênis, no tempo vago, dançaava break com o grupo The Funk Dance e desde pequeno frequentava os bailes funk da área,.

Em 1991 ouviu a divulgação do concurso de rap durante um baile na “Acadêmicos da Rocinha”, derrotou trinta MC's num concurso promovido pela Cash Box. O melhor rap sobre a Rocinha dava direito a uma gravação em disco.

"Eu não tinha dinheiro, então fiz o rap e ganhei", conta o MC que logo depois transformou a história de sua entrada no funk em um de seus raps "Subo o morro".

O “Rap da Rocinha” se transformou em um dos funks preferidos das galeras e foi o rap mais sampleado de todos os tempos dentro do funk. No auge das montagens, seus versos eram usados repetidamente para animar e levantar as galeras nos bailes por todo Rio de Janeiro.

O refrão do rap foi tão levado a sério pela maior favela da América Latina, que Galo foi um dos que contribui para o sucesso absoluto do baile da Acadêmicos da Rocinha, o baile comunitário se transformou em parada obrigatória das galeras de vários pontos da cidade. A fama da tranqüilidade do baile se espalhou de tal forma que os funkeiros da Zona Sul subiam a favela para curtir as batidas.

Galo puxou o bonde e outros MC’s também fizeram homenagem a comunidade que foi considerada a mais citada nos raps brasileiros. Rocinha virou paixão das equipes de som e daqueles que curtiam um pancadão.

Daí em diante, Galo não parou mais, se apresentava de segunda a segunda e fazia 15 bailes por noite. Suas letras conscientes, que faziam reivindicações sociais o transformou em história do funk. Dono de vários sucessos e modesto, o MC afirma que não se considera a “História do Funk”, como os amigos insistem em dizer, mas apenas “uma pessoa valiosa do mundo funk”.

O sucesso, no entanto, se espalhou por outras comunidades e chegou as danceterias e boites:

É incrível ver a playboyzada cantando nossos raps. A realidade deles pode ser diferente, mas se os MC’s param de cantar, eles levam as letras direitinho”, conta Galo

Galo chegou aos anos 2000 ainda como um grande nome do funk consciente, um dos seus grandes sucessos nesta época foi "Catador de latinhas", "sobre o cara que arrumou dinheiro, saiu da favela e não quis mais voltar. Aí ficou duro e voltou para o morro", explica o MC

Sobre a situação atual do funk, Galo foi enfático:

"Antigamente, era mais tranquilidade, tinha muita união. E não tinha esses negócios de muita montagem era rap cantado mesmo. Pra tu vingar, tu tinha que contar uma história na musica, não tinha esses negocios de palhaçada", relata o MC no livro Batidão.

Galo tem 3 CD’s solos gravados, raps em várias coletâneas, participações em DVD’s de equipes, colegas de trabalho e há pouco tempo gravou seu 1º DVD solo que em breve estará a venda em todo Brasil.

Sempre muito querido por colegas, MC's, DJs e fãs, não perdeu a sua simplicidade e modéstia.

A História do Funk está mais viva do que nunca, citada nos versos dos raps do MC Galo.

"História do Funk"

http://www.4shared.com/file/33459340/a6ce66ba/Galo_-_Histria_do_funk.html?

"Malandro da onde?" (Musica Atual)

http://www.4shared.com/file/65686088/c0ed516f/Galo_e_Mano_kakau_-_Malandro_da_onde.html

Créditos Texto e foto: Claudia Duarcha/Adriana Lopes

Pesquisa: Batidão - Uma história do Funk

Autor: Silvio essinger

"Se você e/ou sua empresa possui os direitos de alguma imagem/reportagem e não quer que ela apareça no Funk de Raiz, por favor entrar em contato. Serão prontamente removidas".
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